O Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, mostrou-se surpreendido com o veto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao diploma que permitia a desagregação da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, aprovado pela Assembleia da República, no passado dia 17 de janeiro.
Ouvido pela agência Lusa, o autarca espera, no entanto, que ainda se cumpra o desejo de autonomia das populações. “Agora o processo foi devolvido à Assembleia da República e espero que esta questão seja analisada com todo o critério e que se cumpra a vontade das populações”, afirmou, sublinhando que a separação das freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira é um “desejo das duas povoações”.
Lembra que “historicamente” Vila Franca da Beira sempre teve um espírito “independente” e que o próprio Ervedal também sempre apoiou esta “desagregação”.
À Lusa , o autarca da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, Carlos Maia, manifestou-se também ele expectante, garantindo que este “veto” não foi bem recebido pelas populações. À espera de um final feliz, o presidente da União de Freguesias lembra que o veto do Presidente da República vem criar aqui “um imbróglio”, por não se saber se o projeto de desagregação das freguesias “ainda tem pernas para andar, porque os prazos são curtos” .
Segundo o autarca, alguns habitantes da União de Freguesias já lhe manifestaram o seu desagrado e até “alguma revolta” com o veto presidencial.
Marcelo Rebelo de Sousa garantia, esta quinta feira, que não se opõe à desagregação as freguesias, mas sim ao timing que está a ser proposto, demasiado em cima das próximas eleições autárquicas, lembrando que “não se trata apenas de mudar uma lei eleitoral, mas de pôr em funcionamento freguesias que não funcionam de forma autónoma há 11 anos”.














