O Município de Oliveira do Hospital decidiu suspender todas as atividades letivas no concelho, desde o pré-escolar até ao ensino secundário e profissional, devido à previsão de condições meteorológicas severas para a madrugada e manhã desta quarta-feira, com rajadas de vento que poderão atingir os 170 km/h. A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, após uma conferência de imprensa no Centro Municipal de Proteção Civil.
O autarca explicou que a medida tem como principal objetivo a proteção da população. “Mais vale termos um dia sem aulas do que expor alunos, pais, professores e transportes escolares a riscos significativos”, afirmou.
Segundo José Francisco Rolo, o risco associado à circulação em condições meteorológicas extremas, bem como a possibilidade de queda de árvores e objetos, cortes de energia e falhas nas telecomunicações, tornam esta decisão necessária e responsável.
“Estamos em articulação com o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, com a Escola Profissional e com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão”, esclareceu.
A Região de Coimbra encontra-se em alerta vermelho, estando previstas rajadas de vento muito fortes a partir das 03h00. Perante este cenário, o presidente da Câmara deixou um apelo firme à população: “Pedimos às pessoas que não saiam de casa durante a noite”.
De acordo com as previsões, os ventos poderão variar entre os 150 e os 170 km/h, representando um perigo real para a segurança das pessoas e para a circulação rodoviária.
Além do encerramento das escolas, o município reforçou o apelo à adoção de comportamentos responsáveis por parte de toda a população. “Ficar em casa e seguir as recomendações de autoproteção é fundamental numa situação desta gravidade”, sublinhou.
O Centro Municipal de Proteção Civil permanecerá ativo durante toda a noite, acompanhando a evolução das condições meteorológicas e garantindo a prontidão dos meios de resposta.
Como medida preventiva adicional, a autarquia determinou também o encerramento de todos os parques e respetivas estruturas. Os serviços municipais estão ainda a verificar equipamentos e infraestruturas mais vulneráveis à ação do vento, reforçando a vigilância e as ações de prevenção perante o agravamento do mau tempo.
Na ocasião, José Francisco Rolo revelou que os primeiros levantamentos aos danos provocados pelas intempéries Ingrid e Joseph apontam para valores muito elevados, afetando equipamentos e infraestruturas municipais, na «ordem dos 700 ou 800 mil euros».














