Um sapador florestal de 62 anos, ao serviço do Município de Seia, apresentou queixa às autoridades por alegados abusos cometidos por quatro colegas, entre os quais um superior hierárquico, que terão ocorrido desde 2022.
Em declarações ao NOW, o homem relatou que tudo começou com situações de bullying, mas que a partir de 2022 os comportamentos evoluíram para abusos sexuais, que só cessaram em janeiro de 2025, após a vítima ter sofrido um AVC e ter ficado de baixa médica.
O sapador afirmou que vivia num estado constante de ansiedade e medo, sobretudo durante a época de incêndios, quando permanecia longas horas em contacto direto com os alegados agressores. No seu testemunho, detalhou os episódios e confessou que, em vários momentos, chegou a ponderar o suicídio.
Segundo a vítima, a decisão de denunciar o caso surgiu apenas depois de se tornar pública a notícia da violação coletiva de um bombeiro no quartel do Fundão.
De acordo com o Jornal de Notícias, a Câmara Municipal de Seia teve conhecimento da situação através de um dirigente sindical. O presidente do município, Luciano Ribeiro, garantiu que foi determinada de imediato a abertura de um processo de inquérito, o acompanhamento psicossocial da alegada vítima e a sua transferência de serviço, de forma a evitar qualquer contacto com os suspeitos.
Ainda segundo o NOW, o caso encontra-se atualmente sob investigação da Polícia Judiciária da Guarda.













