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Emoções. Factos. Opiniões.

Autor: Folha do Centro
23/12/2022
in Opinião
Emoções. Factos. Opiniões.
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Para 2023 bastaria que todos tivessem um pouco mais de Paz para viver cada Dia. Paz para ter opiniões contrárias, tolerar, respeitar, as opções de quem Governa, por opção da maioria que o Povo lhes deu.

  1. Precisa-se Saúde e Paz. “O resto a Gente Faz”. Porque cada ano é apenas e só a continuação de mais um dia. Chegados a esta altura, fazemos e ouvimos balanços, lamentações, alegrias e tristezas. Libertamos as emoções. Queremos e pedimos geralmente um ano melhor, mas ficamos sempre com a sensação de que é mesmo um mito mudarmos de ano. Para muitos o 1º dia de cada ano até é difícil. Sono. Dores de cabeça. Para outros, infelizmente, é apenas mais uma noite que passa e a solidão continua. É um facto que temos de tudo. Há quem acredite que os desejos serão concretizados, há quem não os tenha e há quem pura e simplesmente viva o Dia.”just seize the day”.

As emoções não enganam, e eu tenho o real desejo de conseguir viver, apenas e só, o Dia. Sem ser bombardeado com os pessimismos, as proclamações de desgraças, as guerras, as intolerâncias, as faltas de respeito e de liberdade pessoal e coletiva. Mas é um facto que cada vez mais há emoções, opiniões e factos, com que somos obrigados a lidar.

Pensava eu que os recentes confinamentos, a solidariedade amplamente partilhada, as mudanças de hábitos, a que a pandemia Covid 19 nos obrigou, mudassem a nossa forma de estar e viver, a nossa tolerância, a nossa perspetiva de liberdade e as nossas emoções. Mas à semelhança de tantas outras desgraças que vão acontecendo, temos o péssimo hábito de pouco ou nada aprender. De repente, esquecemos tudo e voltamos ao reboliço das nossas vidas. Voltam as emoções à flor da pele, a aceleração diária. Também voltou a nossa saúde anti Covid, e isso é bom.

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Depois há factos que parecem surreais em pleno século XXI, mas a verdade é que saímos da guerra contra o vírus e um maluco russo decide arranjar outra guerra. Uma guerra que tira vidas. Que provoca emoções em todo o mundo e é mais um exemplo da intolerância, condicionamento da liberdade, a que estamos sujeitos com as maluquices e obsessões de algumas pessoas. O facto é que todos nós estamos a pagar e a sofrer no dia a dia.

E para 2023 bastaria que todos tivessem um pouco mais de Paz para viver cada Dia.

Paz para ter opiniões contrárias, tolerar, respeitar, as opções de quem Governa, por opção da maioria que o Povo lhes deu.

Paz para perceber que quem é eleito para cargos políticos, sabe que tem o dever de responder, apenas e só, pela sua ação politica, através do escrutínio popular, nos atos eleitorais a que se apresenta. Quem  não percebe isto, não sabe o que são os seus próprios direitos de liberdade pessoal.

Paz para se fazer bem e de forma séria, o trabalho de informar com a imparcialidade e o rigor que a liberdade de imprensa merece, como uma das maiores conquistas da democracia. A mera especulação, a constante suspeição, os juízos de valor pessoais, profissionais, com narrativas próprias ou encomendadas, que parecem só ter como objectivo a condenação na praça pública, serão sempre uma forma de desinformação populista, que só serve para condicionar a liberdade, a justiça e a Paz pessoal e colectiva, até de quem acredita e faz a verdadeira informação.

Paz para coletivamente, enquanto Concelho, com realismo, mas com esperança no futuro, executarmos o Orçamento Municipal que o Presidente da Câmara e Executivo Socialista aprovaram e que aposta no apoio às pessoas, às empresas e na concretização de grandes e necessários investimentos em curso e em projeto. Sim, é um facto que as obras que causam constrangimentos, causam emoções, mas necessitam de um pouco mais da nossa tolerância, para que possam ser concluídas e colocadas ao serviço de todos.

Paz para cada pessoa poder perante as dificuldades, ter oportunidade de ser otimista.

Se as emoções, os factos e as opiniões, nos condicionam a desejada Paz, tudo depende do que a Gente Faz.

Paz, para com saúde, acreditarmos que “o resto a Gente Faz.”

Obrigado pela Paciência e Boas Festas.

Daniel Dinis Costa

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