Vitor Neves – Gestor
Sob o crescimento do despovoamento e do envelhecimento – alguém viu na televisão as imagens da feira do queijo(?): um ecrã gigante da terceira idade – impressiona o constante apregoar de dinamismo e desenvolvimento, num marketing político algo pífio, sustentado em fotos de eventos associativos demasiado grisalhos e de costumes demasiado datados, para que seja possível acreditar que o amanhã é o melhor que está para vir.
Já passava da hora, quando um rapaz alto e esguio deu uma cabeçada na bola que fez saltar o Futebol Clube Oliveira do Hospital (FCOH) para a Liga 3.
O salto foi grande. De tal modo que a casa, o estádio, deixou de servir.
Após uma época de casa às costas, o final da viagem não foi o que todos previam (alguns até parecia que desejavam): o FCOH não desceu.
E agora?
O “dono” do clube, o incansável que é sempre o mesmo, Mário Brito, já disse publicamente que, além de não ter casa para jogar, não tem dinheiro!
A Rádio Boa Nova, o único órgão de comunicação social do concelho de Oliveira do Hospital que “toca” todos os dias, precisa de se modernizar, digitalizar e profissionalizar para continuar, mas…também não tem dinheiro.
O “dono” da Rádio, que é o mesmo do hóquei, o mesmo que nas últimas eleições foi candidato a presidente da junta – não ganhou, mas está lá – e ainda participa ou participou em outras coisas mais, é o sempre o mesmo de há décadas na emissora, que periodicamente nos anuncia a bancarrota da sua gestão do cantante, qual grito de desespero que de tão repetido se diz cansado.
E no desenho geométrico deste triângulo da indiferença, merece destaque maior a “nova” casa da cultura César Oliveira, anunciada em 2016, e que foi para obras pouco tempo depois…até…até hoje!!!
Cinco anos depois, sim, cinco anos depois, a casa da cultura continua fechada, vítima da cultura do eterno conflito, que envolve o município e empreiteiros, lê-se nos jornais.
Resumo: a instituição por excelência do desporto do concelho de Oliveira do Hospital para todo o país; a instituição por excelência da comunicação do concelho… para todo o mundo; a instituição por excelência da cultura do concelho para todas as Pessoas, estão assim! É muito delicado adjetivar ou categorizar o “assim”…
O reino de Oliveira do Hospital (OH) – que não é caso único, mas isso não é agora o que mais importa – parece mais nu do que vestido para um futuro risonho. OH está demasiado KO para tanta necessidade de OK.
Ao ver de fora, o olhar impressiona-se com tanta indiferença, tanto desinteresse, tanto deixa andar…e tanta descabida publicidade. Sob o crescimento do despovoamento e do envelhecimento – alguém viu na televisão as imagens da feira do queijo(?): um ecrã gigante da terceira idade – impressiona o constante apregoar de dinamismo e desenvolvimento, num marketing político algo pífio, sustentado em fotos de eventos associativos demasiado grisalhos e de costumes demasiado datados, para que seja possível acreditar que o amanhã é o melhor que está para vir.
Não será assim. Será pior.
Oxalá me engane. E que o K, a seguir ao O, ocupe o lugar da nossa satisfação: Ok, OH!?









