Assembleia Municipal aprovou orçamento e plano de atividades para 2015 com os votos contra do PSD, CDS e abstenção de António Lopes. Oposição criticou falta de ambição do documento e desinvestimento numa das áreas que foi bandeira eleitoral do executivo socialista liderado por José Carlos Alexandrino.
A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou, este sábado, o orçamento para o próximo ano, com os votos contra da bancada do PSD, CDS e a abstenção do ex presidente deste órgão, António Lopes, que enquanto não vir dirimida em tribunal a questão da sua destituição do lugar, continua a considerar estas reuniões “ilegais” e “inócuas”.
O documento que destaca a aposta no apoio à criação de emprego e no programa de habitação social para idosos carenciados, foi amplamente criticado pelos partidos da oposição que apontaram a falta de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho e o desinvestimento na área social sobretudo para um executivo que adotou como slogan “Tudo pelas Pessoas”.
“Não podemos ter um orçamento onde gastamos muito mais em cultura e desporto do que em família e ação social, do que em educação, e em desenvolvimento económico”, constatou o deputado municipal eleito pelo CDS/PP, Luís Lagos, que desafiou o presidente da Câmara a “isentar imediatamente” os novos investimentos empresarias que estão anunciados para a zona industrial de “todos os impostos municipais”, exortando, assim, o executivo a “fazer coincidir a ação politica com o discurso”, e a virar-se no próximo ano para a “economia real” e para o ”crescimento económico”, deixando o “discurso miserabilista” de “andar a deitar dinheiro para cima dos problemas”.
Também o deputado do PSD, Nuno Vilafanha, criticou a falta de visão estratégica deste executivo socialista, que aconselhou a “diminuir os custos com assessores e certas organizações” e apostar mais na captação de empresas e na atração de novos investimentos para o concelho. “Foi para isto que andámos de braço dado em campanha, é isto o «Tudo pelas Pessoas», eu não exijo obra, mas não agudize ainda mais as dificuldades das famílias”, denunciou, por seu lado, o ex presidente da Assembleia, António Lopes, que contestou, sobretudo, os aumentos nos preços da água, que considerou dos mais gravosos do país. “O senhor presidente continua a fazer demagogia, mas em Oliveira é onde se paga a água mais cara, aumentos de 67% é um crime, o senhor quando falar comigo, fale com números, demagogia comigo não funciona”, exaltou o agora deputado “independente” deixando a Alexandrino cópias de faturas de várias autarquias do país, onde supostamente a água da rede pública sai mais barata aos consumidores. “A mim dá-me raiva ver fazer política desta forma, fale a verdade e venha documentado”, afirmou, no tom que lhe é característico.
Alexandrino que não se deixou “irritar” com as críticas, aliás reiteradas, do ex presidente da Assembleia Municipal, lamentou que a oposição tenha traçado um retrato do concelho que “não corresponde à verdade”, julgando até que o seu executivo e a oposição “não devem viver no mesmo concelho”. “Não aceito que a oposição faça uma radiografia de um concelho morto, miserável e sem futuro, o retrato não é esse, porque este é um concelho com futuro”, considerou o presidente da Câmara, recusando-se a comungar desta “visão” do concelho, nomeadamente quando o PSD “não deu qualquer contributo para termos um melhor orçamento” e muitas das ideias avançadas pelo deputado do CDS estão “transcritas no nosso orçamento”. (leia mais na edição impressa)













