José Carlos Pinto sagrou-se hoje campeão dos 5000 metros dos Jogos do Mediterrâneo, conquistando a 29.ª medalha para a Missão nacional na cidade italiana de Taranto.
O atleta de 29 anos, natural de Lagares da Beira, chegou ao ouro em 14.41,11 minutos, relegando o tunisino Mohamed Jhinaoui para a segunda posição (14.41,55), com o marroquino Fouad Messaoudi a fechar o pódio, em 14.41,75. Esta é a segunda medalha de ouro conquistada hoje pelo atletismo português em Taranto2026, depois de Omar Elkhatib ter vencido a final dos 400 metros, com novo recorde mediterrânico.
José Carlos Pinto sabia que ia conquistar uma medalha nos Jogos do Mediterrâneo, só não sabia a cor, com o novo campeão dos 5.000 metros a mostrar-se feliz com a sua “melhor prestação de sempre pela seleção”. “Eu sabia que ia buscar uma medalha, agora qual era a cor eu não sabia”, começou por dizer à agência Lusa.
“Claro que eu luto sempre para ganhar, afinal o nosso desporto é isso: um ganha e 99 perdem. Portanto, sempre que parto para uma prova é com o objetivo de ganhar, mesmo não sendo o melhor atleta em prova. Não era o caso nestes 5.000, era o melhor atleta em prova”, notou, referindo-se ao seu recorde pessoal.
Nem uma hora antes de se sagrar campeão nos 5.000 metros, José Carlos Pinto tinha sido 10.º nos 1.500, quase sofrendo uma queda no final. “[Tive] de ir à ambulância tratar o tendão de Aquiles, foi uma moca grande. Para ser sincero, estava um bocadinho desanimado para começar, mas o meu treinador disse logo “Zé, os 1.500 já foi, tens 35 minutos ou 45 minutos agora para os 5.000. Trata de apagar os 1.500 da cabeça”, revelou.
O treinador Gjert Ingebrigtsen disse ao português para “correr os cinco quilómetros o mais fácil possível” e atacar “nas últimas duas voltas”. “Não ataquei nas duas últimas, ataquei a faltar uma volta e meia”, pontuou. Pinto elogiou Ingebrigtsen, considerando que o treinador mudou “muito” a sua psicologia enquanto atleta. “Sou um atleta que consegue disputar provas agora, coisa que antes era muito complicado”, reconheceu.
Hoje, considera ter realizado a sua “melhor prestação na seleção, desde sempre”. “É muito bom conseguir, finalmente, mostrar que estou aqui”, confessou.
Agora, José Carlos Pinto quer ver como recupera para estar (ou não) nos Campeonatos do Mundo de estrada, que vão decorrer em Copenhaga, em 19 e 20 de setembro. “Faltam três semanas. Depende muito [de como agora me sinta nestas próximas duas, três semanas. Afinal, começámos a competir em maio e foi uma época muito desgastante. Mas, claro que participar no Campeonato do Mundo é um objetivo”, assumiu.
Agência Lusa













