Presidente da Câmara reuniu ontem com a Administração Regional de Saúde do Centro e saiu confiante. “Há soluções para curto prazo e outras em estudo”, garantiu Alexandrino.
«Mais dois médicos para Oliveira do Hospital» constituem a face imediata e visível da reunião que o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, teve com os responsáveis da Administração Regional Saúde do Centro (ARSC). Um encontro que deixou o autarca notoriamente satisfeito, tendo em conta o «diálogo profícuo» a que se assistiu e a «manifesta boa-vontade» expressa pelos responsáveis da ARSC que, garantiu Alexandrino, «estão preocupados com a situação de Oliveira do Hospital».
No encontro, que contou com a presença do presidente da ARSCentro, José Tereso, do vogal Augusto Mota e também de Avelino Pedroso, responsável pelo Agrupamento dos Centros de Saúde do Pinhal Interior, «encontrámos algumas soluções para curto prazo», disse ao Diário de Coimbra Alexandrino. Soluções à cabeça das quais está a garantia de «mais dois médicos» para Oliveira do Hospital.
Todavia, o “pacote” ontem “negociado” entre a ARSC e a Câmara de Oliveira é mais vasto, admite o presidente da autarquia, que quer «partilhar essas propostas», em “primeira mão”, com os médicos do Centro de Saúde, com os quais tem hoje uma reunião, para «saber o que pensam relativamente a estas propostas». Alexandrino aproveita, mais uma vez, para enaltecer o «desempenho» destes profissionais que, numa situação complicada, sem médicos disponíveis, se têm desdobrado, tentando assegurar a melhor resposta para a população do concelho.
Mas, além das «soluções para curto prazo», «estamos a trabalhar em conjunto para encontrar soluções a longo prazo», garantiu Alexandrino, confiante que «iremos encontrar o caminho certo para que todos os oliveirenses tenham acesso aos cuidados de saúde».
A falta de médicos, considera ainda o presidente da Câmara, é uma questão que «não afeta unicamente o concelho de Oliveira do Hospital, é um problema nacional» e, como tal, a solução, advoga, terá de passar por «legislação própria» que “leve” os médicos, cuja «formação fica muito cara ao erário público, também para o interior do país».
Sublinhando a «preocupação» com que os responsáveis da ARSC estão a «acompanhar a situação em Oliveira do Hospital», o autarca faz notar, também, «a boa-vontade» que demonstraram. «Pela primeira vez foi possível encontrar uma solução conjunta. Vamos continuar a trabalhar, em conjunto, para encontrar soluções a curto prazo e também a longo prazo», sintetizou, satisfeito, o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital.
Manuela Ventura













