A freguesia de Avô foi uma das zonas mais afetadas pela recente tempestade que provocou elevados prejuízos, sobretudo na zona da praia fluvial e da Ilha do Picoto. O alerta é feito pelo presidente da Junta de Freguesia de Avô, Manuel Pimentel, que fala em danos que ascendem a “centenas de milhares de euros”.
“Todos os anos temos cheias aqui na praia fluvial e na Ilha do Picoto, isso é normal, porque toda esta área é um leito de enchente. O que não é habitual é uma cheia com esta dimensão. Não me recordo de uma cheia tão grande há muitas dezenas de anos”, afirmou o autarca.
A zona balnear, considerada um dos ex-libris da freguesia e do concelho — e eleita a melhor praia fluvial de Portugal em 2024 — apresenta estragos em equipamentos, infraestruturas e espaços concessionados que ficaram fortemente danificados. “Há realmente muitos prejuízos a nível de equipamento e de infraestruturas, incluindo as do concessionário, que ascendem a umas centenas de milhares de euros”, explicou Manuel Pimentel.
Apesar da dimensão dos estragos, o presidente da Junta garante que o objetivo é ter tudo recuperado a tempo da próxima época balnear. “Vamos ter que arregaçar as mangas, logo que o tempo permita, para termos a praia como é habitual. A partir do dia 1 de julho queremos estar prontos para receber quem nos visita”, disse, sublinhando o empenho da Junta de Freguesia, da população avoense e da Câmara Municipal.
Para além da zona balnear, há, segundo o autarca, outros pontos da freguesia gravemente afetados com deslizamento de terras que levou ao corte de trânsito.
Questionado sobre o facto de Oliveira do Hospital não constar, para já, da lista de municípios abrangidos para apoios do Governo, o autarca “espera que tenha sido um descuido”. “A Junta de Freguesia não tem capacidade financeira para dar início a todo este trabalho e a Câmara também precisa de apoios do Governo. Só com financiamento municipal é muito mais difícil”, sublinhou.
O presidente da Junta alertou ainda para o impacto desta exclusão nos particulares. “Houve prejuízos em menor dimensão, como muros caídos e infiltrações em casas. Se o concelho fica de fora, torna-se mais difícil que esses apoios cheguem às pessoas”, referiu, lembrando que ainda há moradores a aguardar compensações relativas aos incêndios do verão passado.













