A EXPOH regressa entre 22 e 26 de julho ao Parque do Mandanelho, afirmando-se como um dos maiores eventos da região, com um cartaz de luxo que integra nomes como Badoxa, Sons do Minho, Wet Bad Gang, Sara Correia, Fernando Daniel e Xutos e Pontapés. Inclui também uma forte componente gastronómica, empresarial e familiar.
O que é que os visitantes podem esperar da edição deste ano da EXPOH?
José Francisco Rolo: Acho que podemos esperar uma EXPOH 2026 alinhada com o dinamismo de investimento e o dinamismo empresarial que acontece em Oliveira do Hospital. Um concelho que, neste momento, captou 60 milhões de euros, distribuídos por mais de 1.300 projetos via PRR. Naturalmente que isso imprime uma dinâmica em toda a comunidade, em todo o concelho, no domínio empresarial, nas instituições de solidariedade social, também nas intervenções da responsabilidade da Câmara. E simultaneamente esse dinamismo também tem uma repercussão. A EXPOH é uma aposta ganha, é um grande palco na região e em 2026 queremos a consolidação desse grande palco, com grandes artistas. Mas é também um espaço de convívio, de confraternização, um ponto de encontro. O verão é convidativo para pessoas se encontrarem, se descontraírem, desfrutarem da natureza. Temos a grande vantagem de termos dois belíssimos parques verdes urbanos, o Parque dos Marmelos e o Parque do Mandanelho, que tem o seu anfiteatro natural, que tem um dos maiores palcos da zona centro.
É um cartaz pensado para atrair todos os públicos?
Sim, objetivamente sim. Queremos cinco dias de grande dinamismo. Acima de tudo, que as pessoas venham em família. O evento foi pensado para as famílias, nas várias dimensões, onde possam desfrutar da gastronomia, dos produtos artesanais, dos vinhos, mas também de grandes espetáculos, num cartaz pensado para ir a todos os públicos. Acreditamos que a EXPOH se pode consolidar e continuar a crescer como um grande evento da Região Metropolitana de Coimbra, até pela sua localização. A EXPOH e Oliveira do Hospital, aqui no limite da Região Metropolitana de Coimbra, estão próximas da região da Guarda, portanto das Beiras e Serra da Estrela, e estão próximas de Viseu, portanto da região de Dão-Lafões. Acho que Oliveira do Hospital pode perfeitamente dar aqui um abraço à região e convidar toda essa comunidade a vir em família, a desfrutar de cinco dias de grandes espetáculos, de um grande ambiente, com atividades para as crianças, atividades úteis para a descoberta turística do concelho e também desfrutar com os amigos nos espaços de restauração, quer nos restaurantes, quer nos espaços associativos explorados pelas associações.
Que novidades é que gostaria de destacar na edição deste ano?
Evidentemente temos um grande cartaz, um grande cartaz apelativo. Os Xutos e Pontapés são um grande atrativo. A Sara Correia é hoje um nome que traz cada vez mais gente. É um evento que tem duas mensagens. Uma mensagem de responsabilidade ambiental. Temos uma parceria com o Planalto Beirão e queremos reduzir a pegada ecológica resultante do evento. Hoje, a responsabilidade ambiental é uma marca dos eventos de qualidade. Este evento vai decorrer num espaço verde, num parque urbano e simultaneamente num anfiteatro natural. A responsabilidade ambiental mede-se também pelos cuidados na recolha e deposição dos resíduos e, por isso, deixamos aqui também um apelo a todos os expositores para a correta deposição dos resíduos. Também não esquecemos outro compromisso, a primeira ação que vamos concretizar no âmbito do protocolo que temos com a Fundação Benfica, através da primeira ação de reflorestação, com a plantação de milhares de árvores para compensar os custos ambientais também da EXPOH. Outro aspeto importante. O verão é o tempo em que a nossa diáspora regressa. Os oliveirenses que vivem em vários pontos de Portugal, da Europa e do mundo regressam a Oliveira do Hospital. Queremos também divulgar o setor imobiliário, que hoje tem muita procura em Oliveira do Hospital. Um dos grandes desafios do setor do urbanismo da Câmara Municipal é precisamente acompanhar esse dinamismo do setor imobiliário.
Esse é um dos setores que está em evidência na EXPOH, mas há outros também….
Sim, assim como também o setor ligado à educação, que é uma marca distintiva. É importante termos consciência e orgulho dessa marca distintiva. Dispomos de ensino superior na cidade, até ao nível de mestrado. Temos também ensino profissional de referência. O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital tem ensino profissional e ensino público de excelência, basta ver o número de alunos que anualmente entram no ensino superior. Portanto, é importante divulgar esta oferta formativa. Temos de saber dinamizar esta parceria. Aliás, isto não são palavras vãs. No próximo ano letivo estaremos em condições de abrir a nova residência para estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, um projeto que o Município cofinanciou com 600 mil euros. Ainda recentemente, no 47.º aniversário do Instituto Politécnico de Coimbra, a senhora presidente do IPC convidou o Sr. Ministro da Educação para inaugurar precisamente as instalações da nova residência para estudantes deste polo.
Concentrando-nos um pouco mais na EXPOH, que impacto é que este evento tem para o comércio, para a restauração e para o alojamento turístico durante estes dias?
Cinco dias de certame. Temos a meta de ultrapassar os 50 mil visitantes. Repare no impacto que o consumo de 50 mil visitantes tem, quer no espaço da feira, quer para aqueles que ficam na hotelaria, no alojamento local, nas unidades de turismo em espaço rural. Depois há também a visita às praias fluviais, aos espaços museológicos, ao património natural e histórico. Todas essas visitas geram dinâmica na restauração, no alojamento e na fruição turística. É importante fidelizar quem nos visita, deixar uma marca positiva. Creio que Oliveira do Hospital — até porque tivemos novos investimentos na área do alojamento turístico — demonstra que existe atratividade através da visitação turística. Ainda esta semana, na Assembleia Geral do Turismo do Centro de Portugal, ficou assente que é imperioso promover os destinos do interior ligados ao turismo de natureza, particularmente da Região Centro e da região de Coimbra.
Nesse sentido, este certame é importante para a promoção do concelho?
É evidente. Venha e descubra Oliveira do Hospital. Surpreenda-se. Vir a Oliveira do Hospital, vir à EXPOH, desfrutar destes espetáculos, da gastronomia, dos vinhos, é também descobrir um território. É ficar nas unidades de alojamento turístico, desfrutar da carta gastronómica do concelho, conhecer o Vale do Alva, o Vale do Alvoco, as aldeias turísticas e todo o concelho. Vir mais cedo ao Parque do Mandanelho, desfrutar desta zona fresca e frondosa, ficar para jantar e desfrutar dos espetáculos com os amigos e com a família. Esperamos cinco dias de grande animação e que, acima de tudo, as pessoas se sintam felizes e recarreguem baterias.
O que diferencia a EXPOH dos outros eventos da região?
Há uma evidência. A EXPOH tem crescido e consolidado pelo número de visitantes. Quem vem aprecia muito este formato, um festival de música com gastronomia, vinhos, tasquinhas, produtos e iguarias locais disponibilizados pelas coletividades e uma zona de restauração. É menos exposição tradicional e mais um espaço de convívio, onde também existe informação qualificada. É importante para a vida das famílias, seja no setor imobiliário, seja na educação, seja nas atividades para crianças. Outro aspeto importante é a aposta na mobilidade e nos parques de máquinas, com presença de empresas ligadas à maquinaria agrícola, à gestão dos espaços florestais e também à mobilidade elétrica, através de marcas automóveis. Queremos proporcionar informação e oportunidades de negócio nestes setores e, simultaneamente, divulgar a oferta turística de Oliveira do Hospital. Vir à EXPOH é, assumidamente, vir descobrir Oliveira do Hospital e ser surpreendido pelo dinamismo que aqui acontece.
Antes de terminar e de deixar o convite à região, perguntava-lhe como avalia o momento atual do concelho e quais são os principais desafios e oportunidades para os próximos anos.
A avaliação que faço assenta em factos. Hoje temos uma nova zona industrial e temos a expectativa de, já em setembro ou outubro, lançar a segunda hasta pública para atribuição de lotes. Há um conjunto de projetos que revelam maturidade. Dois desses projetos já estão em processo de instalação. Um iniciou já as obras e o segundo apresentará brevemente o respetivo projeto. Há também novos investimentos que chegam a Oliveira do Hospital. Recentemente recebemos a visita de um grupo de empresários alemães e chegou mais uma intenção de investimento que iremos avaliar, criando todas as condições necessárias.
Oliveira do Hospital tem uma tradição empresarial, industrial e empreendedora. Quero aqui deixar um público reconhecimento aos empresários do concelho. Os indicadores relativos às Empresas Gazela, às PME Líder e Excelência demonstram bem o dinamismo empresarial de Oliveira do Hospital, para além de muitas outras empresas que, não estando distinguidas, criam postos de trabalho, geram riqueza e fixam pessoas. Depois existe outra dimensão, que é o trabalho desenvolvido pelo Município. No âmbito do PRR, em breve teremos concluída a qualificação da zona industrial, incluindo a comunidade de energia renovável.
Teremos igualmente um novo Centro de Saúde. Recentemente conseguimos preencher integralmente o quadro de médicos de família. Temos agora 14 médicos colocados, algo que não acontecia há muitos anos. Isso permitirá criar uma segunda Unidade de Saúde Familiar e garantir que todos os oliveirenses tenham médico de família. As obras do Centro de Saúde permitirão igualmente melhorar significativamente aquelas instalações.
Temos ainda um conjunto de investimentos em marcha. Em breve estará concluído o novo espaço de cowork e o Welcome Center, no antigo Café Central. Em Aldeia das Dez está igualmente em construção outro espaço de cowork e FabLab, integrado na estratégia da IBT do Pinhal Interior. Estamos também a trabalhar com a Comunidade Intermunicipal na reprogramação do instrumento territorial integrado, permitindo desenvolver novos investimentos em regeneração urbana, corredores verdes urbanos e projetos que valorizem a cidade e as freguesias.
Os investimentos vão continuar de forma gradual, muito graças à capacidade de captar fundos comunitários. Os números do PRR são evidentes. Somos o quarto município da Região de Coimbra com maior capacidade de captação de fundos, logo a seguir a Coimbra, Figueira da Foz e Cantanhede. Foram quase 60 milhões de euros captados. O nosso objetivo é continuar a fazer obra, valorizar o concelho e investir também na mobilidade sustentável. Estamos igualmente a desenvolver o projeto Startup Oliveira do Hospital. Já temos concluído o projeto de arquitetura e estamos a preparar as especialidades para submeter a candidatura e iniciar a obra. Este projeto permitirá regenerar aquela zona central da cidade, concluir a reabilitação do centro histórico e criar uma forte ligação entre o ensino superior, o ensino profissional e o tecido empresarial. Queremos criar um verdadeiro acelerador de empreendedorismo que ajude a fixar emprego jovem e qualificado. Temos também oportunidades de investimento vindas do exterior. Há dois investimentos atualmente em apreciação que esperamos concretizar. Tudo faremos para criar competitividade, gerar emprego e fixar pessoas em Oliveira do Hospital.
Esse será um dos grandes desafios dos próximos anos?
Sim, objetivamente. Hoje todos os municípios competem pela atração de investimento privado. Queremos criar dinâmicas empresariais que gerem riqueza, valor acrescentado, emprego e permitam fixar pessoas qualificadas. Os primeiros investimentos na nova zona industrial serão particularmente diferenciadores: um ligado às casas modulares e outro ao setor agroalimentar, ambos de grande dimensão. Queremos estes e muitos outros projetos para Oliveira do Hospital. Propusemos também o alargamento do perímetro do polo industrial da Cordinha, permitindo acolher novos investimentos. Esse polo tem ainda uma vantagem competitiva importante: fica apenas a dez minutos da Linha da Beira Alta. São oportunidades pelas quais temos de lutar. Da parte da Câmara Municipal haverá sempre capacidade de diálogo e de defender Oliveira do Hospital onde for necessário. Se analisarmos o investimento já aprovado para o concelho, percebemos que conquistámos muito para Oliveira do Hospital. Os números falam por si.
Outro aspeto muito importante é continuar a proteger e cuidar do património natural. Também não esquecemos as áreas afetadas pelos incêndios de 2025. Estamos neste momento a lançar procedimentos para recuperar parte dos prejuízos e reabilitar essas zonas. Não esquecemos essas populações nem esse território.
Por outro lado, temos um concelho com enorme dinamismo empresarial, associativo e humano. Temos pessoas com vontade de fazer, entusiasmo e capacidade de realizar.
É com esse sentimento de orgulho que convida toda a região e até o país a visitar a EXPOH?
Sim. É precisamente alinhada com esse entusiasmo, essa vitalidade e esse dinamismo que temos um grande palco chamado EXPOH. Quero deixar o convite a todos os habitantes da região para visitarem Oliveira do Hospital entre os dias 22 e 26 de julho. Venham desfrutar da EXPOH, do Parque do Mandanelho, dos espetáculos, da gastronomia e do ambiente que aqui se vive. Acima de tudo, queremos que desfrutem de forma descontraída, recarreguem baterias e sejam felizes. Surpreendam-se com Oliveira do Hospital.












