Comunidade lança campanha de apoio a família de jovem a quem foi detetado um linfoma maligno.
Várias instituições tabuenses estão a colaborar numa campanha de angariação de fundos para ajudar a família da jovem Micaela, a quem foi detetado recentemente um linfoma maligno.
A jovem de 16 anos de idade residente na localidade de Mancelos, é estudante na Escola Secundária de Tábua, e os pais, a mãe empregada fabril e o pai trabalhador rural, não têm condições financeiras para suportar as despesas com a doença, apesar da menor se encontrar a ser seguida no serviço público de saúde, mais concretamente no Hospital Pediátrico de Coimbra. A acompanhar a filha nos tratamentos para combater o linfoma, a mãe de Micaela já teve de faltar ao trabalho, o que se refletiu nos rendimentos mensais da família, já de si parcos.
Perante a situação complicada por que está a passar esta família, a comunidade tabuense, incluindo a entidade patronal da mãe da jovem – a empresa Aquinos – que também já se terá mostrado disponível a apoiar, está unida nesta causa, tentando todas as formas de ajudar a Micaela e os seus pais, quer através de donativos em dinheiro quer em bens de primeira necessidade. Existe inclusivamente uma conta bancária onde todos os contributos para ajudar a jovem “são bem vindos”.
Entretanto, por iniciativa da Associação de Cultura e Recreio de Remouco e Povos circunvizinhos, vai ter lugar no próximo dia 6 de dezembro, um espetáculo solidário para angariação de verbas de modo a atenuar as dificuldades por que esta família está a passar. A mãe, Susana Marques, explica que esta campanha solidária não foi da sua iniciativa, porque “não é nossa intenção explorar ninguém”, mas sim de alguns elementos próximos da família que estão preocupados com o futuro da jovem. “Não é como andam para aí a dizer que eu tenho tudo à borla, a mim deram-me quatro qualidades de medicamentos, mas o resto é pago do nosso bolso”, garante, agradecendo a ajuda de todos nesta fase difícil, pois “a gente não sabe o que nos espera”. “O dinheiro não é para mim é para salvar a minha filha, não é para me andar a gozar dele”, diz, lembrando os vários casos que “têm aparecido na televisão” em que as pessoas têm de ir para o estrangeiro à procura de tratamento. “As pessoas estão-me a ajudar por vontade delas, eu não pedi nada a ninguém”, afirma, reconhecida pelo movimento solidário que entretanto se gerou em Tábua em torno da filha, incluindo no seu local de trabalho, onde os colegas estão a ajudar com bens alimentares.













