Em 2015 são esperados mais 300 novos postos de trabalho.
Sem grande tradição industrial, Tábua transformou-se nos últimos anos, num concelho apetecível para os investidores, através de políticas de apoio à instalação de empresas lançadas pela autarquia.
A beneficiar de um conjunto de infra estruturas realizadas pela Câmara Municipal na zona industrial de Sinde, o crescimento do Grupo Aquinos, atualmente responsável por mais de 1400 postos de trabalho diretos, é disso exemplo, tendo sido determinante para projetar Tábua, colocando-a não só nos primeiros lugares do ranking dos concelhos com maior volume de negócios e de exportações do distrito, fazendo também com que o concelho figure com a mais baixa taxa desemprego do país.
Números que enchem de orgulho o autarca, Mário Loureiro, que se congratula pelo facto do concelho não estar parado nesta área, preparando-se para receber este ano novos investimentos empresariais, alguns resultantes da ampliação de empresas já existentes e outros, como é o caso de um conhecido grupo da região Centro que pretende “localizar em Tábua um grande investimento” na ordem dos 30 milhões de euros. “Neste momento estamos a ser contactados e há fortes possibilidades desse investimento ser feito aqui” conta o autarca, sem revelar a área de negócio a que está ligado o grupo.
Independentemente deste novo projeto, Tábua prevê, até ao final do ano, que sejam criados mais 300 postos de trabalho, que deverão reforçar, nomeadamente os quadros da nova fábrica dos Aquinos, e de mais sete empresas tabuenses que estão a ampliar as suas instalações, prevendo aumentar igualmente o número de trabalhadores. Mário Loureiro não tem dúvidas que isto não acontece por acaso. “Nós cativamos os empresários com o preço dos terrenos, com as infra estruturas, com o apoio à contratação, e hoje temos o retorno desse investimento”, garante o edil, lembrando que se numa primeira fase estes investimentos obrigaram a alguns sacrifícios noutras áreas da gestão da Câmara Municipal, atualmente “ já não é assim”.
“Há uma coisa que temos de perceber é que nenhum concelho se pode desenvolver se não tiver gente e para ter gente tem de ter emprego”, faz notar o presidente do Município, chamando a atenção para o facto “importante” desta indústria, localizada nos últimos anos em Tábua, ser uma indústria com “gente nova”. “O nosso ranking em termos de população está a melhorar, temos famílias, casais novos a fixarem-se em Tábua e isso mexe com tudo, mexe com a habitação, com o comércio”, constata o edil, dizendo que a prova de que Tábua está a fixar gente é “o aumento do número de crianças no ensino básico”. Uma realidade que para o presidente da Câmara “está a mudar a face de Tábua” e que promete mudar ainda mais se as acessibilidades prometidas, nomeadamente IC6 e IC7, forem concluídas, nos próximos tempos.













