Quatro funcionárias e dois utentes do lar de idosos de Santa Ovaia testaram positivo para a Covid-19.
Trata-se do primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus a acontecer dentro de um lar no concelho de Oliveira do Hospital, e foi confirmado esta terça feira, numa videoconferência, pelo presidente da Câmara de Oliveira do Hospital que se escusou, todavia, a revelar o nome da instituição, avançando apenas que há seis pessoas infetadas num lar de terceira idade do concelho.
José Carlos Alexandrino adiantou que a situação foi despoletada a partir do momento em que uma funcionária daquela instituição deu positivo para a Covid 19 no teste realizado na passada quarta feira, no camião da Esperança, uma iniciativa da TVI/Galp que em Oliveira do Hospital testou 214 pessoas, a maioria técnicos e auxiliares de saúde e elementos da proteção civil local.
“A partir daí foram realizados com caráter de urgência testes a todas as funcionárias e utentes desse lar, num total de 56 testes”, confirmava esta manhã o autarca, numa conferência de imprensa, adiantando que os resultados só foram conhecidos ontem à noite.
Segundo o autarca, os dois utentes estão em isolamento no próprio lar, bem como duas das funcionárias infetadas, apresentando todos sintomas ligeiros. “A situação no lar está controlada e tem de haver serenidade, nenhum dos casos apresenta sintomas graves ou necessita de ser hospitalizado”, garante o edil, lembrando que o facto de haver só seis pessoas positivas é sinal de que a instituição estava a cumprir o plano de contingência e que as funcionárias tiveram os devidos cuidados”. O que mesmo assim não terá sido suficiente para evitar que alguém levasse o virus para dentro da instituição, o que tudo aponta para uma das funcionárias, cujo filho já tinha manifestado sintomas, apesar de ter testado negativo.
Reconhecendo que este é um setor sensível – o concelho tem mais de 1200 utentes em lares e centro de dia e cerca de 400 funcionários – José Carlos Alexandrino aproveitou para tranquilizar a população e sobretudo os familiares destes utentes e funcionários, dizendo que “é fundamental não entrarem em pânico”, pois as situações estão muito “identificadas”. “Não vale a pena haver alarmismos”, reforçou ainda, garantindo estar a seguir de perto a situação, quer através do gabinete Covid19 do Município, quer através da delegada de saúde pública, que estão a trabalhar no sentido de conter eventuais cadeias de contágio que possam surgir a partir destes casos.
“Estamos a seguir algumas cadeias de contágio que se poderão despoletar, estamos a trabalhar de perto com a instituição, porque há duas funcionárias que não têm condições de isolamento em suas casas e têm de ser retiradas”, referiu ainda o autarca oliveirense que, no desenrolar desta pandemia, se mostrou particularmente atento à situação dos lares de idosos, sobretudo aqueles que tinham utentes hemodialisados, traçando um plano de contingência antes mesmo de ter sido decretado o Estado de Emergência.
Confiante na contenção do novo coronavírus no concelho, nomeadamente ao nível das instituições de apoio a idosos, o presidente do Município entende, no entanto, que nesta fase “não podemos arriscar”. “Se temos contacto com alguém com sintomas ou se deu positivo, não podemos correr riscos, temos de fazer o teste”, referiu, adiantando que ele próprio foi testado no camião da Esperança e deu negativo, mas “a única certeza que tenho é até aquele dia (do resultado)”.
“Se temos possibilidades de fazer os testes, através da FAAD, ou do SNS não podemos arriscar”, frisou Alexandrino que por outro lado, regista, com satisfação, o facto de ao dia de hoje ter 12 pessoas recuperadas da Covid1-19, entre eles um homem que estava hospitalizado há várias semanas nos Covões.













