A empresa Pedro e Miguel Metal, Lda., dos irmãos Pedro e Miguel Amaro, assinalou esta sexta-feira (4) o arranque de uma nova etapa de crescimento com o lançamento da primeira pedra da sua futura unidade industrial. O projeto, instalado nos novos lotes da expansão sul da Zona Industrial de Oliveira do Hospital, representa um investimento inicial de 1,5 milhões de euros e marca a aposta forte da empresa nos sectores da metalomecânica e da fabricação de habitação modular.
Na ocasião, o sócio-gerente Miguel Amaro destacou o significado simbólico do momento para o percurso da empresa. “Este momento representa muito mais do que o início da construção de um novo espaço. Representa o início de um novo capítulo, construído com trabalho, dedicação, coragem e, acima de tudo, confiança no futuro”, afirmou o empresário. Nesta primeira fase, a unidade contará com um “pavilhão com uma área de implantação de 1.330 metros quadrados, com um investimento de 1,5 milhões de euros, criando oito postos de trabalho”.
A grande aposta do grupo passa pelo mercado das casas modulares, destinadas tanto a clientes nacionais como internacionais, em paralelo com a tradicional “fabricação de estruturas metálicas”. Para Miguel Amaro, o conceito surge como resposta direta às necessidades atuais do mercado imobiliário, oferecendo soluções “mais eficientes, mais modernas, com qualidade, com capacidade de adaptação às necessidades de cada cliente e mais amigas do ambiente”.
O presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, elogiou o empreendedorismo dos empresários e o compromisso renovado com o território. “O mérito deste projeto é assumidamente da Pedro e Miguel Metal, Lda.”, salientou o autarca, recordando que a empresa “queria continuar a investir e a crescer em Oliveira do Hospital”.
José Francisco Rolo frisou ainda que o investimento privado coincide com o esforço público de capacitação da região, assinalando “o início desta nova fase de ampliação da zona industrial e desta nova fase de reforço da componente industrial do concelho”. O autarca adiantou também que há mais projetos em carteira e que a autarquia prepara uma nova fase de atribuição de lotes industriais.
A cerimónia serviu também para que o tecido empresarial e o poder local voltassem a unir vozes na reivindicação da conclusão do IC6, infraestrutura considerada estratégica para o desenvolvimento económico da região. Miguel Amaro foi perentório ao afirmar que “a conclusão do IC6 é uma necessidade”. “Não se trata apenas de uma estrada, trata-se de uma ligação fundamental para aproximar empresas, trabalhadores, clientes e fornecedores dos grandes eixos da comunicação do país”, disse. Na mesma linha, José Francisco Rolo voltou a alertar que a infraestrutura representa “uma dívida do Estado Central para com esta região”.
A relevância do projeto na dinamização económica regional foi igualmente sublinhada pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), Ribau Esteves. O responsável frisou o papel do tecido empresarial no desenvolvimento do país, recordando que “o motor principal da nossa atividade económica e economia são as empresas privadas”.
Ribau Esteves defendeu que cabe às entidades públicas criar condições para alavancar o investimento privado e apontou este projeto como um caso exemplar de articulação, onde “se reúnem todas essas componentes”: o investimento empresarial, o apoio público do programa Centro 2030 e as infraestruturas comunitárias. Em concordância com os apelos locais, o presidente da CCDR Centro garantiu que a conclusão do IC6 figura no “grupo das três principais prioridades da região”.













