Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital continua a ressentir-se da falta de docentes do ensino especial e psicólogos.
Um ano volvido desde a última manifestação de pais nada mudou. A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital voltou ontem a denunciar a falta de professores para as turmas com alunos com necessidades educativas especiais e ainda de profissionais na área de psicologia.
A presidente da associação, Ana Álvaro, aproveitou a reunião pública do executivo camarário oliveirense, para expor novamente a situação, entregando uma moção aprovada pelos pais, com o objetivo de reivindicar junto do Ministério da Educação a colocação de mais professores para estes alunos, bem como um reforço do número de psicólogos no Agrupamento.
De acordo com dados recolhidos pela associação existem atualmente 10 professores e “meio” para 152 alunos com necessidades educativas especiais e um psicólogo para mais de 2600 alunos. Números que, segundo aquela porta voz, ficam claramente aquém das necessidades deste universo de alunos, que precisa de um “acompanhamento individualizado”. “São cerca de 15 alunos por professor para um trabalho individualizado que é preciso fazer como é que conseguem?”, questiona a representante dos encarregados de educação, lembrando que a falta de apoio destes alunos vai prejudicar o trabalho das turmas onde estes estão integrados. “Se os alunos com necessidades educativas não têm um apoio especial tem de ser a professora a tentar que estes acompanhem a matéria e anda a turma toda ao ritmo destes alunos”, lamenta aquela mãe, queixando-se igualmente da falta de psicólogos nas escolas do concelho, numa altura em que os “miúdos estão cada vez mais turbulentos”. “Só para dar apoio aos 152 alunos com necessidades educativas especiais e dar apoio de orientação vocacional aos 9º e 12º anos, a psicóloga tem apenas quatro minutos por semana para cada aluno”, adverte a título de exemplo a representante dos pais, considerando manifestamente insuficiente o apoio que está a ser disponibilizado pelo Agrupamento, por falta de colocação de psicólogos.
A moção contou desde logo com a solidariedade do presidente da Câmara de Oliveira do Hospital que considera esta “uma reivindicação legítima dos pais e encarregados de educação”, apesar de reconhecer que este não é “um problema só de Oliveira”. Também a vereadora da educação, Graça Silva, se colocou ao lado dos pais neste “manifesto pedido de ajuda ao Ministério da Educação”, na medida em que se trata de “um problema grave” vivido nas escolas que põe em causa a qualidade e o sucesso educativo. “Há muitos alunos com necessidades especiais integrados em turmas com currículo normal que se perguntam o que estão lá a fazer”, referiu a vereadora considerando preocupante a falta de acompanhamento destas crianças. “É urgente, é importante que a DGES esteja atenta a estes problemas e coloque mais recursos humanos nas escolas, porque isto está relacionado com a motivação e com o sucesso”, entende a autarca, pedindo mais atenção para estes alunos. (leia mais na edição impressa)













