O Município de Oliveira do Hospital com a Comissão de Proteção das Crianças e Jovens em risco (CPCJ), assinalou, ontem, o arranque de mais uma campanha de prevenção dos maus tratos infantis, no concelho.
A iniciativa que tem lugar, todos os anos, ao longo do mês de Abril, regressa este ano com o envolvimento das Juntas de Freguesia que no decorrer deste mês, vão sinalizar também esta problemática e a importância de a prevenir, com a colocação de um laço azul num local emblemático das freguesias.
“Ao voltarmos a estar aqui hoje a lançar esta campanha é sinal de que não está tudo bem”, começou por observar o presidente da CPCJ de Oliveira do Hospital, Nuno Ribeiro, lembrando, apesar de tudo, que “não estando tudo bem no nosso concelho”, as situações estão “devidamente acompanhadas”.
Adiantou que existem atualmente em Oliveira do Hospital 68 processos ativos, cuja intervenção é feita maioritariamente em “meio natural de vida”. Números que preocupam, ainda assim, a CPCJ que decidiu envolver nesta campanha as Juntas de Freguesia, para conseguir “chegar ainda mais longe” este apelo e “sensibilizar a comunidade em geral”. Das problemáticas mais frequentes, a violência doméstica e a negligência lideram a lista das situações de risco sinalizadas no concelho, sendo que a maioria chega à CPCJ por denúncia à GNR e através dos estabelecimentos escolares.
Nuno Ribeiro sublinha também o facto de ter aumentado o número de denúncias anónimas, o que significa que “a comunidade vai estando cada vez mais atenta às situações que põem em causa o normal crescimento das crianças”, referiu.
Até ao final do mês e com o objetivo de sensibilizar todos os oliveirenses para esta causa, o Município tem em marcha várias iniciativas como a iluminação do edifício da Câmara Municipal com a cor azul, a realização de uma caminhada simbólica e ainda a construção de um laço azul humano. O presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, sublinhou também ele a importância do envolvimento das Juntas de Freguesia neste “nobre acto”, na medida em que são estas quem conhece e acompanha mais de perto a comunidade e as crianças.
Além de um acto nobre, “este é um acto pedagógico e preventivo”, o de proteger “os mais vulneráveis dos mais vulneráveis, que são as crianças no seio familiar”, considerou o edil, para quem o poder local de proximidade tem um papel importante neste “despertar de consciências” e no alerta que se pretende lançar com vista a “proteger o futuro” que “são as nossas crianças e jovens”, concluiu.













