Rodrigues Gonçalves sucede a António Lopes que tinha sido destituído do cargo em abril, por proposta do PS.
A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital elegeu, este sábado, o sucessor de António Lopes na liderança deste órgão autárquico, depois deste ter sido destituído do cargo na reunião do passado mês de abril, na sequência de um conjunto de suspeições levantadas ao executivo camarário.
Numa eleição que voltou a estar envolta em polémica, uma vez que a proposta não estava inscrita na ordem de trabalhos, o novo presidente da Assembleia, Rodrigues Gonçalves, foi eleito com 26 votos a favor e três brancos, numa votação em que a bancada do PSD optou por se retirar em bloco, manifestando o seu desagrado pelo facto de um assunto desta importância não constar da ordem do dia da reunião, tal como já tinha sucedido com a proposta de destituição do presidente. “Isto é uma palhaçada”, considerou o líder da bancada laranja, Luís Correia, lamentando que o PS e o novo presidente da Assembleia já “tivessem tudo programado” para a sua eleição.
Também o presidente destituído, António Lopes, agora na qualidade de “independente”, fez uma declaração de não voto, lamentando que esta votação esteja mais uma vez ferida de legalidade. “Mais uma vez se insistiu e meter um ponto da ordem do dia sem 2/3 da assembleia deliberar”, afirmou o ex presidente questionando o seu sucessor se “é esta a democracia que quer impor a esta assembleia”.
Numa “declaração de interesses” lida antes mesmo da votação, Rodrigues Gonçalves afirmava estar de “consciência tranquila em relação ao processo que o trouxe até aqui”, pois “estive acima dos conflitos anteriores e tentei sempre saná-los”, adiantou, ao mesmo tempo que assumiu a inevitabilidade, por parte do PS, de avançar com a proposta de destituição do seu antecessor. “Não tenho nada a ver com os ajustes de contas que por aí andam”, mas “se o primeiro da lista foi destituído foi por culpa sua” fez notar o novo presidente que disse aceitar o lugar não por uma questão de “vaidade pessoal” ou qualquer tipo de “narcisismo”, mas pela defesa de “ideais e princípios”. Já eleito, Rodrigues Gonçalves fez a promessa de “tentar falar o menos possível”, entendendo o novo líder da assembleia que “os deputados é que são os atores principais desta assembleia”. “Inaugurarei uma nova prática que trará mais eficácia na condução dos trabalhos” referiu, prometendo não ocupar 20 a 30% do tempo reservado às intervenções, como “já aconteceu no passado”. Rodrigues Gonçalves garante que não quer discussões intermináveis e o prolongar dos trabalhos como também tem sido prática desta assembleia, dizendo pretender respeitar os tempos reservados a cada bancada e a cada um dos eleitos neste órgão. (leia mais na edição impressa)













