José Carlos Alexandrino apresentou, ontem, em reunião pública do executivo, o balanço do trabalho da equipa multidisciplinar para o setor da água e saneamento em 2014.
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital fez ontem o balanço da atividade da equipa multidisciplinar responsável pela reestruturação do setor da água e saneamento, e garante que o Município conseguiu reduzir o deficit com o abastecimento de água aos oliveirenses de um milhão e quatrocentos mil euros em 2013 para 750 mil euros em 2014.
Uma redução que, segundo o edil, fica a dever-se, essencialmente, ao aumento dos tarifários, introduzidos o ano passado, mas também ao desvio das águas pluviais do sistema de tratamento, o que se reflete depois na fatura a pagar à empresa Águas do Zêzere e Côa. “Isto ainda dá um deficit atualmente de 700 mil euros, mas se nós não tivéssemos feito nada, se não tivéssemos feitos os aumentos que renderam 377 mil euros, estaríamos a caminhar a passos largos para a insolvência”, afirmou José Carlos Alexandrino, aproveitando para “responder” àqueles que o criticaram pelos aumentos dos tarifários durante o ano de 2014. “Alguns na oposição com certeza que gostariam que não fizéssemos este trabalho para a sustentabilidade financeira da Câmara Municipal, mas nós tivemos essa coragem de fazer os aumentos da água, escolhendo um tarifário que penalizasse o menos possível as pessoas”, referiu o edil, fazendo um balanço positivo das medidas implementadas pela equipa que está a coordenar o setor da águas e saneamento com vista a reduzir a “fatura” do Município às AZC.
Apesar do esforço de redução dos custos nesta área, Alexandrino garante que a Câmara Municipal despende ainda, ao todo, dois milhões e duzentos mil euros, quando a receita se situa no milhão e quatrocentos mil euros, o que representa ainda um deficit na ordem dos 700 mil euros. O objetivo em 2015, passa, todavia, por continuar esse esforço de redução, e chegar ao fim do ano com “metade” do deficit de 2014, ou seja, 350 mil euros.
Uma meta que, segundo Alexandrino, deverá ser atingida, através de um reforço na colocação de contadores, fazendo com que “algumas perdas na rede possam ser detetadas mais cedo, isto é monitorizando a rede”, mas também com a colocação de contadores nas associações e IPSS´s que ainda não têm contador, uma vez que em 2014 foram colocados 150 contadores em instituições concelhias, faltando ainda cerca de 70, apesar da água ainda não estar a ser debitada a essas entidades. “Também podemos ir por essa receita, debitando a água a um preço simbólico a essas coletividades, o que ainda não foi feito”, referiu o edil, aguardando com uma “expectativa muito grande” uma redução das tarifas, tal como foi proposto pela Tutela, o que no caso de Oliveira do Hospital terá reflexos no preço a que o Município vai comprar o m3 da água.
“Se houver esse abaixamento das tarifas logicamente que também iremos fazer uma correção nas nossas tarifas, porque estamos a falar de uma redução de mais de 20 cêntimos por m3 quer na água, quer no saneamento”, garante o presidente do executivo, não tendo dúvidas, que apesar de toda a contestação de que tem sido alvo por parte da oposição, que os números avançados neste relatório elaborado pela equipa técnica responsável pelo setor das águas e saneamento só vêm demonstrar que “estávamos no caminho certo” e que se assim não fosse a Câmara estaria à beira da rutura financeira. “Eu percebo que para alguns o desejo deles era esse, mas eu fiz aquilo que tinha de fazer” acredita Alexandrino, prometendo levar o resumo deste trabalho à próxima reunião da assembleia municipal que tem lugar no dia 13.













