Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital comemoraram 95 anos de vida, num dia que serviu para homenagear soldados da paz e empresários que apoiam a instituição.
O Ministro da Administração Interna, Sérgio Gomes, deixou a garantia, este domingo, de resolver o problema da viatura dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital que ardeu num fogo florestal, o ano passado, fora da época de incêndios.
Presente nas cerimónias comemorativas do 95 aniversário dos bombeiros oliveirenses, o governante foi abordado sobre esta questão pelo Comandante Emídio Camacho, e assegurou que, apesar da Autoridade Nacional de Proteção Civil ter dado parecer negativo ao financiamento de uma nova viatura para substituir a que foi destruída pelas chamas, os BVOH podem ficar descansados que o Governo irá financiar a compra de um novo auto tanque. “A inspeção que foi feita acha que não há lugar a pagamento, não me levem a mal, mas eu acho que há direito a pagamento e toda a obrigação de pagamento”, referiu o secretário de Estado, lembrando que não pode o Governo que representa ter uma “diretiva” a defender um serviço de Proteção Civil 365 dias por ano, e depois na “hora de aparecer a despesa”, dizer que “essa não”.

“Essa sim, essa vai ser paga, não sei como, mas com a ajuda, como disse e bem, da Câmara Municipal, do Governo Central e da Autoridade Nacional de Proteção Civil, agora temos de resolver o problema da viatura de uma vez por todas que já passou tempo a mais”, afirmou o governante, tranquilizando assim o presidente da Câmara e os Bombeiros, porque “vão ter boas notícias a curto prazo”. “É que não podem andar a perder os seus bens no combate aos incêndios que é uma obrigação do Estado e depois chegada a altura, o Estado fugir das suas obrigações”, referiu, prometendo, com diálogo, resolver estas e outras preocupações dos bombeiros oliveirenses. Sérgio Gomes que não levou de Oliveira do Hospital qualquer caderno de reivindicações, além do problema da viatura ardida que está por resolver, lembrou o trabalho feito no último ano e meio de “geringonça”, que resulta sobretudo no financiamento, através de fundos comunitários, de mais de 60 quartéis, e um total de 70 viaturas.
Um investimento que, segundo o governante “contrasta” com o que vinha sendo feito nos quatros anos de governação PSD/CDS, em que não houve praticamente financiamento nem de novas instalações, nem de novas viaturas operacionais. Investimento que vai ser complementado este ano, com a presença de mais de 1300 operacionais do exército, que vão ajudar sobretudo nas operações de rescaldo, de modo a “libertar” os bombeiros para o combate.
Elogiando os BVOH e o seu corpo ativo “bem formado, jovem e dinâmico”, o secretário de Estado afirmou não ter dúvidas de que os “cidadãos de Oliveira do Hospital podem estar descansados” que têm aqui “uma super proteção”.
Já antes, o presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, tinha realçado a prestação e a boa gestão dos dinheiros por parte deste corpo de bombeiros, confessando-se um presidente que se “deita descansado” pois “se houver alguma desgraça sei que os senhores estão lá para resolver”. “Da parte do Município continuarei a apoiar de forma determinada as duas corporações do concelho, porque não faço nada que os bombeiros não mereçam”, assegurou o edil, que não entregou nenhum “caderno de encargos” ao secretário de Estado, certo de que este ajudará a resolver, em conjunto com a autarquia, o problema da viatura que está inoperacional, sem que os bombeiros tenham “de gastar um tostão”. Também o comandante dos BVOH, Emídio Camacho, já tinha alertado para a falta de resposta para este problema, o que, afirmou, coloca em risco a constituição de equipas de combate a incêndios florestais.

A cerimónia dos 95 anos dos bombeiros oliveirenses ficou ainda marcada pelas habituações condecorações, com destaque para a atribuição do Prémio Manuel Gouveia Serra ao Bombeiro João António Guilherme Alves e pela distinção, pela Liga de Bombeiros Portugueses, do bombeiro António José Mendes Borges, com o crachá de ouro, pelos serviços relevantes prestados à causa dos Soldados da Paz. Houve ainda lugar a uma homenagem a um conjunto de empresários oliveirenses que colaboram com esta casa e esta causa.













