Mário Brito está de saída da direção do Futebol Clube (FC) de Oliveira do Hospital.
Numa comunicação dirigida aos “sócios, colegas, patrocinadores e amigos do Futebol Clube de Oliveira do Hospital”, o presidente da direção comunica, “com um misto de emoção e serenidade”, a sua saída da presidência do clube.
“Foram 25 anos de ligação, dedicação intensa e serviço ininterrupto, repletos de desafios superados e conquistas celebradas, também com alguns dissabores, mas, sempre com um único propósito em mente: o bem-estar e o progresso do nosso Clube”, lê-se na nota, onde sublinha que esta decisão “não foi fácil”. No entanto, apesar da “enorme angústia e tristeza”, Mário Brito sente que “chegou o momento de passar o bastão a outros que possam levar o clube a novos e melhores patamares”.
“Ao longo destes 25 anos, procurei servir com a mais profunda humildade e desprendimento. Acredito que o verdadeiro trabalho associativo reside na capacidade de construir pontes, de unir esforços e de colocar o interesse coletivo acima de qualquer ambição pessoal”, refere, sublinhando que nunca procurou “protagonismo ou reconhecimento individual”. Para Mário Brito, a “maior recompensa foi sempre ver os projetos florescerem e a comunidade – Clube – Cidade – Concelho se fortalecer”.
Defende que durante os seus mandatos fez “tudo o que estava ao alcance para servir o clube de forma desinteressada, voluntária”. Por isso, sente “um profundo sentimento de dever cumprido”, sabendo que deu “o melhor para contribuir para o sucesso e o crescimento da instituição”. O dirigente afirma reconhecer que “não foi o suficiente” e, por isso, sente “uma enorme frustração por não ter conseguido criar melhores condições para o clube prosperar” como sempre sonhou.
Mário Brito lamenta “a falta de apoio da comunidade em geral” que “tem sido um desafio constante”. Considera que “o clube não recebeu o reconhecimento e a cooperação que merecia das empresas, do comércio local, do Município, dos verdadeiros Oliveirenses e até mesmo de alguns sócios e ex-sócios”. “Esta falta de apoio tem sido desanimadora e, por vezes, pareceu um obstáculo quase intransponível”, disse.
Na opinião do dirigente, ” o crescimento do clube não teve o acompanhamento devido e necessário”. “P,ossivelmente e erradamente eu considero merecia ter em proximidade dos Oliveirenses, nas infraestruturas fundamentais e nos apoios necessários para as atuais exigências”, afirma.
Apesar “destes desafios”, Mário Brito garante nunca ter “deixado de acreditar no potencial do clube e na importância do seu papel na comunicade”, contudo “a sensação de afastamento e a falta de cooperação tornaram-se cada vez mais evidentes”, levando-o “a questionar a sustentabilidade” do seu papel à frente do clube.
O presidente reforça que agora “cabe aos Oliveirenses e ao Concelho decidir”.
“Cada hora dedicada, cada decisão tomada, foi impulsionada por um sincero desejo de contribuir para algo maior. Tive o privilégio de conhecer e trabalhar ao lado de pessoas extraordinárias desde o primeiro dia em que entrei– voluntários incansáveis, diretores comprometidos e membros apaixonados – que, com o seu empenho, tornaram possível a concretização de tantos sonhos. Quero agradecer a todos aqueles que, ao longo destes anos, me apoiaram e trabalharam incansavelmente para o sucesso do clube. A sua dedicação e esforço não passaram despercebidos e são profundamente apreciados. A vocês, a minha eterna gratidão. Sem Vocês nada teria sido alcançado”, afirma.
À medida que deixa a presidência, diz que o faz “com a esperança de que outros possam trazer novas ideias e energias para levar o clube a um futuro mais próspero e que o Clube possa superar os desafios e alcançar novos objetivos e novos sucessos”.
Por fim, agradece “a confiança” que ao longo destes anos em si depositaram. “Levo comigo as memórias de momentos inesquecíveis e a satisfação de ter contribuído para uma causa em que tanto acreditei”, afirma, desejando “os melhores votos de sucesso e prosperidade para o clube”.













