Liderança da instituição foi disputada por duas listas, uma delas “afeta” ao ex presidente que saiu derrotada.
A conhecida instituição oliveirense de apoio à pessoa com deficiência – ARCIAL, tem desde a passada sexta-feira uma nova presidente.
Maria José Falcão de Brito, ex presidente da Concelhia do CDS/PP oliveirense e docente atualmente na Escola Profissional de Oliveira do Hospital e Tábua – Eptoliva é a “senhora” que se segue à frente dos destinos daquela IPSS, sucedendo assim à professora e co fundadora da instituição, Rosa Neto Carvalho, que, devido ao facto de ter atingido o limite de mandatos previstos nos Estatutos, não se pode recandidatar às eleições que tiveram lugar na passada sexta-feira.
Uma sucessão que, contrariamente, ao passado, em que, durante vários anos, não apareceram listas candidatas, foi bastante disputada, tendo-se apresentado a votos, dois candidatos apoiados por diferentes “alas” da sociedade e da política oliveirense. De um lado, João Esteves, ex membro da direção de Rosa Neto, que se fez acompanhar nesta corrida à presidência da ARCIAL, pelo ex presidente da Câmara do PSD, Mário Alves, no Conselho Fiscal, e pela advogada Clara Baila na Assembleia Geral.
Numa lista mais “afeta” à direção cessante, esteve Maria José Falcão de Brito, que liderou uma candidatura juntamente com Maria da Guia, gestora da Cooperativa da Beira Central, no Conselho Fiscal e de João Ramalhete, atual vereador do PS na Câmara Municipal, na Assembleia Geral. A candidatura aos órgãos sociais “apadrinhada” pelo antigo presidente da Câmara, saiu derrotada em toda a linha, tendo perdido por uma diferença de mais de cinquenta votos quer para a direção, quer para o conselho fiscal e assembleia geral, onde João Ramalhete conseguiu uma distância ainda maior de 103 votos contra os 39 obtidos pela colega Clara Baila.
A lista B de Maria José Falcão de Brito, assumiu-se nestas eleições como uma lista de continuidade em relação ao trabalho realizado pela direção de Rosa Neto, enquanto a liderada por João Esteves e Mário Alves, era vista sobretudo como uma espécie de “trampolim “para o ex presidente da autarquia, num eventual regresso à política ativa, como tendo vindo a ser ventilado ultimamente. Se tivesse conseguido a sua eleição para a direção da ARCIAL, Alves começava novamente a ter “palco”, o que lhe dava, nesta fase, a alguma distância das próximas eleições autárquicas, a visibilidade suficiente para começar a preparar o terreno para uma eventual recandidatura à presidência da Câmara Municipal em 2017. Porém, saiu derrotado.












