Evento promete proporcionar aos visitantes muita animação e vivências históricas únicas.
Venha e descubra Lourosa e mais uma edição da Feira Moçárabe. O convite é lançado à região Centro e “onde conseguirmos chegar” pelo vice presidente da Câmara, José Francisco Rolo, que marcou presença na apresentação pública do programa daquela que é já a terceira edição de um evento único e distintivo na região – a Feira Moçárabe de Lourosa.
Lançada em 2012 precisamente a pretexto das comemorações dos 1100 anos da Igreja de Lourosa, esta feira tem vindo a crescer de ano para ano, em número de expositores e animação cultural, encontrando-se “com lotação esgotada” em termos de ocupação dos espaços de venda de artesanato e produtos locais. Com um vasto programa de animação, que promete recriações e vivencias históricas únicas num local que é também único no país, este evento tem vindo a afirmar-se no calendário de festas do concelho, sendo hoje, segundo o autarca, “um marco de referência para a promoção, divulgação e projeção do concelho de Oliveira do Hospital”.
“Chegámos à terceira edição muito por força da Junta de Freguesia que mobilizou e sensibilizou o Município para agarrar a celebração deste espaço como um elemento de promoção e identificativo do concelho”, afirmou Francisco Rolo, não tendo dúvidas que a Feira Moçárabe de Lourosa constitui hoje um evento diferenciador daquilo que se faz na região e “muito atrativo em termos de visitantes que esperamos venham a Lourosa desfrutar e descobrir a riqueza deste espaço”.
Uma vez mais o programa aposta em recriações da época em que cristãos e muçulmanos “coabitaram” em Lourosa, sendo símbolo máximo desse “diálogo de culturas”, o templo ali edificado no século X. “Quer pela sua dimensão sagrada, quer pela dimensão monumental este edifício merece ser projetado”, garante o vice presidente da Câmara, que sublinha o impacto económico que estes eventos têm na atividade local e no próprio setor turístico. Pena é que, segundo o vereador, as entidades responsáveis na área do turismo continuem a não olhar para este evento com a atenção que este devia merecer. “Lamentamos a falta de apoios de quem tinha a obrigação de contribuir para a promoção deste monumento único a nível nacional e de um evento que é distintivo no concelho e na região, eu não conheço nenhum evento com estas características”, sustentou Rolo, não deixando de lamentar que apesar dos pedidos aos responsáveis pela área do turismo, “este evento não tenha tido a atenção que a sua monumentalidade exige”.
A Feira Moçárabe arranca no próximo sábado logo pela manhã e termina só ao final do dia de domingo, prometendo um extenso e diversificado programa cultural que tem, este ano, como “elemento distintivo” as comemorações dos 500 anos da atribuição do foral manuelino à vila de Lourosa. Durante dois dias, o espaço envolvente à igreja moçárabe vai estar recheado de barraquinhas com sabores e saberes da região, ao mesmo tempo que vai também ser palco de inúmeras vivências alusivas à época, com encenação e teatralização de momentos altos da sua história, como a entrega do foral. “A opção por chegar até esta 3ª edição é a demonstração que temos aqui um potencial a desenvolver, a acarinhar e a levar por diante”, afirmou o vice presidente da Câmara Municipal, desafiando a região a vir e a descobrir a igreja de Lourosa e a sua Feira Moçárabe que vai decorrer no próximo fim de semana. “É uma forma de trazer gente a Lourosa que nunca foi visto”, acrescentou ainda o presidente da Junta, Américo Figueiredo, que, já disse, que enquanto for autarca “não deixaria acabar esta feira”.
Projeto de requalificação da igreja à espera do próximo quadro comunitário
Sem data marcada, mas com a promessa de arrancar em 2015 está o projeto de requalificação da envolvente da igreja moçárabe. “O projeto existe só estamos a aguardar o próximo quadro comunitário”, garante José Francisco Rolo, sublinhando que a beneficiação deste espaço está “sinalizada” como prioritária nos projetos candidatados pela Rede de Aldeias de Xisto. “Este espaço precisa de ser valorizado, não precisa de ser desvirtuado”, entende o autarca, que aponta a sua execução para o próximo quadro de apoio. “Eu tenho a promessa do senhor presidente da Câmara da obra estar feita em 2015”, lembrou o presidente da Junta, que há vários anos vem reivindicando uma intervenção neste espaço.













