João Ramalhete vai assumir a presidência do Conselho de Administração do iParque – Parque para a Inovação em Ciência, Tecnologia e Saúde –, em regime não executivo e não remunerado, segundo a nova composição proposta pelo Município de Coimbra. Ele sucede a Ricardo Lopes, que liderou a estrutura nos últimos três anos.
O Município de Coimbra afirmou que a nomeação de Ramalhete marca “o início de um novo ciclo de governação” e reforça “a ambição de afirmação do parque como instrumento estratégico para o desenvolvimento económico, empresarial e tecnológico do concelho e da região de Coimbra”.
O novo Conselho de Administração será composto por João Ramalhete como presidente não executivo, Rui Duarte como vogal não executivo e não remunerado, e Raquel Veiga, que assumirá funções de administradora-executiva, segundo informação da Câmara Municipal.
Natural de Oliveira do Hospital, João Ramalhete possui um percurso profissional que “cruza as áreas do direito, da governação pública, do investimento e da atividade empresarial”, destacando-se como “perfil adequado ao exercício de funções de presidência não executiva do Conselho de Administração do iParque”.
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Ramalhete é advogado e sócio da RVA – Sociedade de Advogados, onde coordena a área de direito societário e comercial, prestando assessoria a clientes nacionais e internacionais em matérias como constituição de sociedades, investimento estrangeiro, fusões e aquisições, contratos comerciais, financiamento de empresas e propriedade industrial. Ao longo da carreira, também atuou como consultor jurídico de entidades do setor da saúde, vereador no Município de Oliveira do Hospital (2013-2017) e conselheiro político no Parlamento Europeu, em Bruxelas. Atualmente é deputado do PS na Assembleia Municipal de Coimbra.
Sobre os objetivos à frente do iParque, Ramalhete declarou à agência Lusa que pretende dar continuidade ao projeto existente, “não exatamente nos mesmos moldes”, transformando o parque numa agência de desenvolvimento económico. “Isto já estava no que definiram como estratégia 2023-2032 e é o que pretendemos fazer: organizar e transformar o iParque numa agência de desenvolvimento económico”, afirmou.
O município detém mais de 90% do capital social do iParque, o que, segundo a Câmara, “reforça o papel estratégico do parque enquanto instrumento da política municipal de desenvolvimento económico, inovação e competitividade territorial”.
A Câmara de Coimbra sublinha que o iParque tem como missão “contribuir para o desenvolvimento económico e social da região de Coimbra”, promovendo a inovação, a transferência de conhecimento e a atração de investimento, consolidando Coimbra como “território de inovação, ciência e tecnologia”.
A entrada da nova administração liderada por Ramalhete representa, nas palavras do município, “um passo determinante para a consolidação do iParque enquanto plataforma de valorização do conhecimento, captação de investimento e promoção do empreendedorismo”, alinhada com “os desafios da transição digital, da sustentabilidade e da inovação responsável”.













