Colocar a Inteligência Artificial ao serviço de alunos e educadores é o objetivo de um projeto pioneiro, ontem, apresentado durante a sessão inaugural da EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital, que decorre até ao próximo domingo (27 de julho) no Parque do Mandanelho.
Um certame que se afirma cada vez mais no contexto da região e do país e que, este ano, alia à festa, à gastronomia e à cultura a inovação, como destacou o presidente do Município, José Francisco Rolo.
Resultado de uma parceria com a Universidade Nova de Lisboa e mais três entidades especializadas na área da IA ( VVAI/ReadyAI/ECAIRE), o projeto foi apresentado pelo professor de robótica, José Batalha, que alertou para os perigos da Inteligência Artificial e a importância das pessoas perceberem “desde cedo o que está por detrás da máquina e os impactos sociais que aquilo tem”.
“As nossas crianças e os nossos jovens têm de estar preparados para isso. A nossa missão é dar formação aos docentes e incluir todos neste projeto”, referiu o docente universitário, que se apercebe pelos estudantes que vão chegando ao ensino superior que há ainda “um conhecimento muito escasso” nestas áreas.
Considera, por isso, imperioso que “as crianças tenham desde cedo esta capacidade de perceber o que está por detrás da IA”, até porque, “brevemente vamos ter robôs humanoides a um preço bastante aceitável”, sustentou.
“ Os robôs vão estar connosco, isso é inegável, e há que perceber muito bem como é que vamos lidar com isto”, alertou ainda o especialista, que destacou a “visão” do Município em querer agarrar este desafio, envolvendo as escolas do concelho.
Instituições e empresas parceiras e Câmara Municipal de Oliveira do Hospital assinaram, ontem, um memorando de entendimento que prevê ações de formação para professores dos diferentes níveis de ensino, certificações relacionadas com a utilização da IA e a inclusão da IA nos próprios planos curriculares.
A ideia, a longo prazo, é tornar Oliveira do Hospital o primeiro concelho preparado para a Inteligência Artificial, afirmou o docente da UNL.
“Não é só programar, é saber usar porque o ChatGPT e outros similares sofrem daquilo que chamamos de alucinação” advertiu, garantindo que o objetivo é trazer até Oliveira do Hospital investigadores e especialistas na área da IA, com ligações a uma reputada universidade norte americana, na área da Robótica.
“Temos um plano que vai ser cumprido e que tem sempre uma visão: é ser um concelho IA”, concluiu o docente universitário.













