A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, inaugurou, na passada sexta feira, as novas instalações da ARCIAL, no loteamento do Margarido, destinadas à Formação Profissional.
Um edifício que não tendo sido construído de raiz, foi todo readaptado para acolher esta valência que conta atualmente com 40 utentes que se distribuem pelos Cursos de Cozinha/Padaria e Pastelaria, Jardinagem, Costura e Assistência Familiar e Apoio à Comunidade, num investimento que ultrapassou os 400 mil euros.
Uma inauguração que foi precedida de outra “boa notícia” para a instituição que foi a aprovação de mais duas residências autónomas, duplicando assim a capacidade instalada de intervenção nesta valência, que dá resposta atualmente a 10 utentes, divididos por duas residências.
Feliz pela “excelente novidade”, o presidente da ARCIAL, Artur Abreu, não escondeu a sua ambição pela concretização de novas respostas, apontando desde logo a emergência de avançar para uma unidade de saúde mental no seio da instituição. “Desde há vários anos que a ARCIAL colabora com a equipa de saúde mental da Região do Pinhal Interior Norte, mas trata-se de uma resposta parcelar e coxa que necessita do contributo de outros profissionais” afirmou, acreditando que “mais cedo do que tarde” essa unidade de saúde mental vai “coexistir neste Pólo II”, tendo em conta até que este tipo de estrutura está contemplado no PRR. “É para isso que trabalhamos diariamente porque esta região precisa urgentemente desta resposta”, avisou Artur Abreu para quem não restam dúvidas que, com esta unidade, os concelhos de Oliveira do Hospital e Tábua, “estariam muitos mais preparados para navegar nas águas da inclusão” e seriam territórios “mais amigos dos munícipes”.
Outro grande sonho, com mais de duas décadas, é a construção do lar residencial, cuja candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES 0.3) foi aprovada em 2020, mas que o presidente da ARCIAL teme agora que se transforme num “pesadelo”. Artur Abreu garante que a “luz ao fundo do túnel” que a instituição viu em 2020, entretanto transformou-se num problema para a instituição que considera o financiamento aprovado pelo PARES “manifestamente insuficiente” para fazer face aos custos de construção, que neste dois anos aumentaram mais de 30%. Por isso, referiu, “precisamos de um sinal do Governo” , caso contrário “seremos obrigados a desistir dele”, dramatizou o presidente, pedindo à Ministra “solidariedade” com as IPSS´s do concelho que têm candidaturas aprovadas (ao todo sete), no sentido de ajudar a ultrapassar estas dificuldades na concretização de novas respostas sociais, cuja necessidade, no caso da ARCIAL, se torna cada vez mais evidente com o envelhecimento da população utente.
A elogiar a opção da ARCIAL pela refuncionalização de um edifício que já se encontrava construído, respondendo também nesta área aos desafios da economia circular, o presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, deixou a promessa de apoiar a instituição no esforço financeiro de readaptação do Pólo II, mas também na concretização dos projetos aprovados no âmbito do PARES. “Faremos parte desse esforço” garantiu o edil, que disse estar em causa um investimento superior a seis milhões de euros, no alargamento e melhoria da rede de equipamentos sociais do concelho, melhorando a qualidade de resposta e o bem estar das populações.
A responder aos “receios” do presidente da ARCIAL, a Ministra Ana Mendes Godinho garantiu que o Governo “irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance” para que os projetos financiados no âmbito do PARES vejam a luz do dia, destacando o “momento único” que o país vive ao nível do investimento na rede de equipamentos sociais, com mais de 500 milhões de euros de projetos aprovados desde a primeira infância, à deficiência até à terceira idade. “O nosso compromisso é garantir que os projetos se fazem, garantindo também uma simplificação total dos processos por parte da Segurança Social”, afirmou aos jornalistas, entendendo que este é “um momento que ninguém pode desperdiçar”. “Além disso, os projetos financiados pelo PARES, como é o caso do Lar Residencial da ARCIAL têm uma majoração, no fundo um prémio de 10%, se iniciarem as obras até ao final do primeiro semestre deste ano”, acrescentou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, adiantando que, nos próximos dias, o Governo irá também lançar uma linha de crédito para financiar estes projetos.
Além do Lar Residencial da ARCIAL, há mais seis candidaturas aprovadas no concelho, com comparticipações que ultrapassam os quatro milhões de euros, sendo o Município com mais projetos aprovados no âmbito do PARES, no distrito de Coimbra.





















