Futuro lar de idosos de Meruge deverá estar pronto em 2026

Foi lançada a primeira pedra para a “concretização de um sonho”

A Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural do Vale do Cobral (ADSCVC) deu um passo importante para a concretização de um sonho que já tem 20 anos. No domingo, 4 de fevereiro, foi lançada a primeira pedra da obra que terá capacidade para acolher 47 idosos na valência de lar e tem um custo estimado de 2,8 milhões de Euros.

O momento foi aplaudido pela população, dirigentes, autarcas, empresa adjudicatária da obra, com a bênção do pároco que atribuiu ao momento a solenidade que se impunha.

Em causa está o projeto daquela que será a futura casa da ADSCVC que, até aqui tem assegurado, as valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário para um conjunto de 40 utentes, em instalações provisórias.

A futura obra decorre da aprovação de uma candidatura ao programa PARES 3.0 que financia o projeto em quase 1,7 milhões de Euros, cabendo à Associação o valor restante de cerca de 1,1 milhões de euros.

“Estamos convencidos de que vamos conseguir arranjar este volume de dinheiro. A freguesia tem tradição muito grande de resolução de problemas e de atingir os objetivos a que se propõe”, disse confiante o presidente da ADSCVC e presidente da Junta de Freguesia de Meruge, João Abreu, na certeza de que a “daqui por dois anos vamos ter a obra concluída”.

A instituição já assegura valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário, em instalações provisórias, para cerca de 40 utentes. Com a construção do lar de idosos e sua entrada em funcionamento, a ADSCVC espera duplicar o número de postos de trabalho que atualmente é de 15.

Presente no arranque de uma obra que “era necessária”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital considerou que “o momento é de facto de emoção”. Em causa, afinal, está uma resposta que pretende “oferecer um lar aos homens e mulheres que trabalharam uma vida inteira e que agora precisam de um espaço com carinho e proteção”. “Esse espaço vai nascer aqui”, frisou José Francisco Rolo, sem deixar de sublinhar que está em causa “um investimento avultado”.

O autarca desatacou a disponibilidade da autarquia para estar ao lado da Associação e da freguesia para fazer face ao investimento. “Em momento próprio, o executivo decidirá o apoio a esta e outras instituições, para que estas obras se concretizem”, referiu o autarca que, momentos antes tinha adiantado que o concelho de Oliveira do Hospital “foi contemplado com a aprovação de mais de sete milhões de Euros em candidaturas”, destinados a “intervenção em mais de 350 vagas, seja em melhorias ou vagas novas na deficiência e na terceira idade”.

No caso de Meruge, está em causa a criação de 47 vagas de lar. “São projetos fundamentais para o bem estar, qualidade de vida e criação de emprego em Meruge”, considerou o autarca.

A par de todo o caminho trilhado pela ADSCVC até aqui, o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital e ex presidente da Câmara considerou tratar-se de “um grande dia”, que será “maior” quando “tivermos o lar”. José Carlos Alexandrino, que é também deputado da Assembleia da República, destacou neste processo o trabalho da ministra da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho, que “foi uma mulher de resolução de problemas”.

No total são sete os projetos sociais aprovados pelo programa PARES 3.0 no concelho. “Oliveira do Hospital ficará coberta e será um dos maiores concelhos de Portugal a nível social”, disse satisfeito o ex presidente de Câmara.

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