A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) celebrou, esta quinta-feira, 5 de novembro, um quarto de século de atividade. A cerimónia, que decorreu na Casa da Cultura de Oliveira do Hospital, ficou marcada pelo anúncio de novos projetos para a instituição, entre os quais a criação de um mestrado em Ciências de Dados, o desenvolvimento de uma estrutura de investigação aplicada e a concretização das futuras instalações da Escola.
Na sessão comemorativa, Vera Cunha, presidente da ESTGOH, fez um balanço do percurso da instituição e apresentou as linhas de orientação para os próximos anos, num momento em que a Escola procura consolidar a sua posição no ensino superior e reforçar a ligação ao território.
Um dos motivos de satisfação apontados pela responsável foi a entrada de 244 novos estudantes no início do atual ano letivo. Um resultado que considerou particularmente positivo, tendo em conta os desafios demográficos e a forte concorrência que caracteriza atualmente o setor do ensino superior.
“Celebrar 25 anos é naturalmente um momento de orgulho, mas é também um momento para pensar na responsabilidade que temos perante os nossos estudantes, a Universidade e a comunidade que servimos”, afirmou.
A abertura da nova residência estudantil foi outro dos marcos assinalados por Vera Cunha. A infraestrutura, inaugurada no âmbito das comemorações, representa um passo importante na melhoria das condições oferecidas aos estudantes e na capacidade de atrair alunos para Oliveira do Hospital.
No capítulo da formação, a presidente revelou que está em curso o processo de registo de um novo mestrado em Ciências de Dados. O curso terá uma particularidade: será o primeiro mestrado integralmente online da Universidade Politécnica de Coimbra.
A aposta na investigação e na transferência de conhecimento para o tecido empresarial constitui outra das prioridades. Em colaboração com a Universidade e o Município, a ESTGOH está a preparar a criação de uma estrutura de investigação aplicada, destinada a aproximar a academia das empresas e dos desafios concretos do território.
“Queremos que encontrem nesta escola, não apenas uma escola que forme profissionais qualificados, mas também um parceiro científico com quem possam trabalhar, investigar, experimentar e inovar”, sublinhou Vera Cunha.
Também as novas instalações estiveram em destaque. Com o financiamento aprovado, a próxima etapa passa pelo lançamento do procedimento necessário à concretização da obra.
“Não se trata apenas de construir um edifício. Trata-se de criar melhores condições para ensinar, investigar, desenvolver projetos”, afirmou a presidente, defendendo que o crescimento da instituição deve traduzir-se em melhores oportunidades para toda a comunidade académica.
Na perspetiva de Vera Cunha, os próximos anos deverão ser orientados pela capacidade de a Escola gerar conhecimento e produzir resultados com impacto na sociedade. “O futuro da ESTGOH constrói-se com o conhecimento que produzimos, com as oportunidades que criamos e, sobretudo, com o impacto que somos capazes de gerar na nossa sociedade”.
A sessão comemorativa dos 25 anos da ESTGOH incluiu ainda uma homenagem aos docentes e trabalhadores não docentes que integram a história da instituição desde o primeiro dia de funcionamento.
O momento constituiu um reconhecimento público pelo contributo destas pessoas para o desenvolvimento, crescimento e afirmação da escola ao longo do último quarto de século. Foram homenageados: Ana Cruz, Paula Coelho, Pedro Pina, Anabela Marques, Isabel Marques, Isabel Viegas, Milena Ferrão, Susana Simões, Virgínia Viegas e Ana Pestana.
Reitora da Universidade assegura continuidade do apoio
A reitora da Universidade Politécnica de Coimbra, Cândida Malça, aproveitou a comemoração dos 25 anos para reconhecer o percurso da ESTGOH e a capacidade que a instituição demonstrou para ultrapassar dificuldades e afirmar-se no interior do país.
A responsável não deixou de sublinhar os desafios associados à direção de uma escola superior fora dos grandes centros urbanos, destacando a “resiliência e a persistência” que têm marcado a história da instituição. Deixou, por isso, uma palavra de reconhecimento à direção e a toda a comunidade académica.
Cândida Malça considera que a presença da ESTGOH ultrapassa a dimensão estritamente educativa, assumindo um papel relevante no desenvolvimento económico, social e cultural de Oliveira do Hospital.
Depois da inauguração da residência de estudantes, a reitora apontou como próximos objetivos a construção das novas instalações e a criação de um laboratório de investigação aplicada, que permita reforçar a colaboração entre a Escola e as empresas.
Na sua intervenção, destacou a transformação que a instituição representa para o concelho, afirmando que “Oliveira do Hospital é, hoje, uma cidade mais rica, mais dinâmica e com mais futuro, porque tem a ESTGOH”.
A reitora deixou ainda uma garantia de continuidade do apoio institucional à Escola: “Estaremos ao vosso lado”.
Município mantém compromisso com as novas instalações
José Francisco Rolo, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, classificou a ESTGOH como um dos projetos mais marcantes da transformação recente do concelho e da região.
O autarca recordou o início da atividade da instituição, a 5 de novembro de 2001, mas também os períodos de maior incerteza quanto à sua permanência no território. Momentos em que, salientou, a mobilização dos estudantes, da comunidade académica, da população e dos responsáveis políticos foi determinante para defender a continuidade da Escola.
O Município mantém-se empenhado na concretização das novas instalações, que José Francisco Rolo considera fundamentais para aumentar a capacidade de resposta da ESTGOH e consolidar Oliveira do Hospital como cidade universitária.
O objetivo passa por uma instituição “mais forte, mais atrativa, mais inovadora e mais ligada às necessidades e potencialidades do nosso território”.
O presidente da Câmara destacou igualmente a importância de reforçar a investigação aplicada e a cooperação com as empresas, defendendo que o desenvolvimento da Escola terá reflexos positivos em toda a região.
Associação de Estudantes alerta para necessidade de melhorar instalações
A voz dos estudantes fez-se ouvir através da presidente da Associação de Estudantes, Filipa Batista, que destacou o papel dos alunos na construção da identidade da ESTGOH e na definição do seu futuro.
A abertura da residência estudantil foi considerada uma conquista importante, mas a representante dos estudantes aproveitou a ocasião para chamar a atenção para as condições físicas da Escola, defendendo a necessidade de espaços mais cuidados, funcionais e confortáveis.
“Não basta atrair estudantes. É igualmente importante garantir que, depois de chegarem, encontrem condições para permanecer, para se sentirem bem e para viverem verdadeiramente a sua experiência académica”, salientou.
Filipa Batista defendeu ainda uma instituição capaz de escutar e valorizar os seus alunos, reforçando a importância de uma participação ativa dos estudantes na vida académica.
A presidente da Associação de Estudantes terminou reafirmando a disponibilidade da estrutura que representa para continuar a trabalhar em prol de uma comunidade académica mais próxima, participativa e unida.
