Projeto lançado pelo município de Oliveira do Hospital em parceria com o agrupamento de escolas tem como público alvo alunos do 1º ciclo.
25 crianças com dificuldades de aprendizagem vão ser preparadas para o arranque do novo letivo, no próximo mês de setembro.
Trata se da terceira edição do projeto Escola Feliz e vai mais uma vez apoiar um conjunto de alunos do primeiro ciclo que tenham apresentado problemas de aprendizagem. O programa tem a duração de uma semana – começa a 1 de setembro e termina a 10, tem como objetivo não apenas recuperar hábitos de estudo a estas crianças como lhe dá oportunidade de usufruírem de atividades capazes de estimular a sua criatividade. “Temos um grupo disperso, são crianças de todo o concelho que vão ser beneficiadas pelo projeto”, afirma a vereadora da educação, Graça Silva, lembrando a aposta “forte” nesta área com vista a adaptar estas crianças que são oriundas de famílias carenciadas para o novo ano escolar. “Antes do ano arrancar tem havido preocupação da associação de pais do Agrupamento de olhar para estas crianças de forma mais integrada, para que estejam em pé de igualdade em relação aos outros”, adianta a vereadora.
Representante do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, Artur Abreu mostrou-se “feliz” por este projeto se manter mais um ano letivo, na medida em que no regresso as aulas “são visíveis os efeitos da passagem destes alunos por este projeto”.
Também o vereador da ação social da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, acredita que o regresso deste projeto vai proporcionar um início de ano letivo “mais feliz” às crianças que o vão frequentar, até porque se trata de um projeto focalizado num conjunto de crianças com necessidades “muito precisas”. ” Este é claramente um projeto de mãos dadas com a comunidade educativa para proporcionar o melhor arranque possível do novo ano” refere o autarca lembrando o investimento da autarquia no último ano com a contratação de psicólogos para dar apoio nas várias escolas do concelho. De fevereiro ate ao final do ano, de acordo com dados revelados pelo vereador, foram apoiados mais de 100 alunos com diversas problemáticas, encontrando -se, ainda assim, cerca de uma centena em lista de espera. “Foi um recurso que colocámos ao serviço das famílias e dos alunos”, garante Rolo, justificando este apoio com a redução drástica do número de psicólogos nas escolas, o que trouxe também problemas acrescidos para dentro do espaço escolar.













