A criação de uma Comunidade de Energia Renovável (CER) na Zona Industrial de Oliveira do Hospital está a afirmar-se como um dos projetos mais relevantes para o tecido empresarial local, ao combinar sustentabilidade com ganhos diretos de competitividade.
Na sequência de uma visita ao local, o presidente da autarquia, José Francisco Rolo, sublinhou o impacto estrutural da intervenção. “Esta obra é de capital importância para melhorar a competitividade de todas as empresas instaladas na Zona Industrial, particularmente as que aderiram ao projeto”, afirmou.
Assente num parque fotovoltaico, a CER permitirá produzir energia a partir de fonte solar, assegurando fornecimento mais económico e ambientalmente sustentável. O autarca considerou tratar-se de “um grande avanço”, ao garantir “energia limpa, a baixo custo, produzida por fontes renováveis”.
O projeto vai, no entanto, além da componente energética. Estão previstas infraestruturas de carregamento elétrico, inclusive para veículos pesados, bem como soluções de armazenamento e abastecimento de hidrogénio, posicionando o concelho na vanguarda da futura rede nacional nesta área. Em paralelo, toda a zona industrial será coberta por rede 5G e equipada com sistemas inteligentes de vigilância e deteção precoce de incêndios, articulados com o Centro Municipal de Proteção Civil.
Inserida num conjunto restrito de dez iniciativas-piloto financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, esta comunidade energética surge na continuidade de um investimento mais amplo na qualificação da zona industrial, que incluiu a sua expansão, com 27 novos lotes, e a instalação de infraestruturas como o gás natural.
“Há aqui um fator claramente distintivo que eleva o nível de competitividade e atratividade da Zona Industrial”, reforçou José Francisco Rolo.
De acordo com as estimativas iniciais, as empresas envolvidas poderão reduzir em cerca de 37% os custos com energia. A produção prevista ronda os 3,4 megawatts, sendo distribuída de acordo com os consumos de cada empresa. Para já, 35 empresas integram o projeto, embora esteja em curso a definição de um modelo de gestão que permita a adesão de novos participantes. “Queremos maximizar a utilização desta comunidade de energia renovável”, salientou o autarca, admitindo que as poupanças “até possam ser superiores”.
Com um investimento global de cerca de 7,5 milhões de euros, financiado pelo PRR, a obra está a cargo de um consórcio que integra a BrightCity, a NOS Comunicações e a Painhas. A conclusão está prevista para junho de 2026. “Estamos alinhados com o cumprimento dos prazos e a trabalhar empenhadamente para concluir esta operação dentro do calendário previsto”, garantiu o presidente da Câmara.













