Alega incumprimento das regras democráticas na última reunião da Assembleia de Freguesia
O eleito do CDS/PP à Assembleia de Freguesia de S. Gião, Vítor Gutierrez, já fez saber que vai apresentar queixa ao Ministério Público contra o executivo socialista que governa aquela Junta de Freguesia, por aquilo que considera uma “ultrapassagem das mais elementares regras democráticas” no decorrer da última reunião daquele órgão autárquico, em que a maioria socialista terá decidido prosseguir com a reunião sem que, previamente, e como prevê a lei, os membros daquele órgão autárquico recebessem atempadamente os documentos referentes aos pontos para análise e deliberação.
Num curto comunicado enviado à imprensa, a Comissão Política Concelhia do CDS/PP garante estar totalmente solidária com o eleito local e como partido “democrático e empenhado no normal funcionamento dos órgãos democráticos” adianta que irá apresentar, através do seu eleito Vítor Gutierrez, queixa ao Ministério Público local com “o intuito de repor a normalidade e regular funcionamento das órgãos autárquicos da freguesia de S. Gião”, onde o PS, dizem os centristas “infelizmente tem vindo a impor de forma ostensiva e anti democrática o poder da sua maioria”.
A resposta do Partido Socialista de Oliveira do Hospital não se fez tardar. Numa nota enviada aos órgãos de Comunicação social, a Comissão Política Concelhia, acusa o eleito do CDS/PP à Assembleia de Freguesia de S. Gião de ter apenas como objetivo criar “um deselegante número político”, sendo totalmente solidário com a Junta de Freguesia (JF) e a Assembleia de Freguesia (AF) de S. Gião, perante aquilo que classificou de “ataque de mero oportunismo político” perpetrado por um eleito local do CDS/PP.
“O PS reitera e reforça a confiança política nos Senhores Presidentes da Junta de Freguesia e Assembleia de Freguesia de S. Gião, bem como nos eleitos pelo Partido, que têm o hábito de cumprir, com rigor, as regras democráticas, apresentando trabalho para servir os anseios da população que democraticamente os elegeu, prestando sempre com transparência contas desse trabalho”, pode ler-se no mesmo comunicado, onde acusam ainda o eleito do CDS/PP à AF de S. Gião, de “má-fé”, na medida em que o “presidente da Assembleia de Freguesia de S. Gião concedeu-lhe a possibilidade de suspender temporariamente a reunião daquele órgão autárquico, com vista a que o eleito local em causa pudesse inteirar-se, por completo e em profundidade, dos documentos de Prestação de Contas de 2014, composto por 15 páginas”, tendo sido “ainda proposto ao eleito local do CDS/PP a possibilidade de se convocar uma nova Assembleia de Freguesia”. O PS lamenta deste modo que o eleito pelo CDS/PP, tenha optado por abandonar a reunião neste ponto da ordem de trabalhos, assim como lamenta o facto deste “nunca tenha contribuído com qualquer ideia ou proposta para o desenvolvimento da Freguesia onde se candidatou”.












