A Cooperativa Agro Pecuária da Beira Central, com sede em Oliveira do Hospital, assinalou no passado dia 11 de novembro, o seu 61º aniversário, consolidando-se como umas das mais sólidas instituições oliveirenses no apoio ao setor agro pecuário, mas também na área da distribuição, em que o supermercado, localizado em pleno centro da cidade, assume particular destaque no volume de faturação global anual.
Um percurso de crescimento sustentado e sustentável, assinalado pelo presidente do conselho de administração, Luis Vaz Pato, como fazendo parte do “ADN” da Cooperativa, que nasceu, cresceu e soube adaptar-se aos novos desafios, sobretudo à concorrência que entretanto se foi instalando na cidade.
À semelhança dos últimos anos, 2025 não foi diferente para a Cooperativa, assumindo-se como mais um ano de crescimento e de “aproveitar as oportunidades”, nomeadamente na área da formação agro pecuária, e na captação de novos clientes em todas as áreas de venda. “Conseguimos fidelizar um tipo de cliente que não conhecia a Cooperativa e que veio para ficar”, observa Luis Vaz Pato, que não duvida das “vantagens” da concorrência estar por perto, já que é uma forma de “compararem mais facilmente os preços”. E aí, o presidente da Cooperativa, também não tem dúvidas que “são os verdadeiros reguladores de mercado” a nível local, o que significa que o objetivo é “ter sempre uma política de preços mais baixa”, diz.
Além deste fator regulador , o supermercado destaca-se ainda pela aposta em produtos locais, como queijos, mel, azeite, nozes, produzidos por pequenas explorações agro pecuárias locais e da região. Ainda assim,” não tanto quanto gostaríamos”, considera o engenheiro que confessa a dificuldade em ter mais produtos locais à venda, o que não é possível, muitas vezes, por uma questão de dimensão dos próprios agricultores. “São muito pequenos e não compensa terem de se coletar para venderem umas couves ou umas frutas uma vez por ano”, explica, garantindo, ao mesmo tempo, a “conquista” de uma clientela mais jovem, deixando de ser só “a terceira idade” a privilegiar as compras no supermercado da Cooperativa e o seu atendimento “mais personalizado”.
Atualmente com 40 colaboradores, entre supermercado e lojas agrícolas de Oliveira do Hospital e Arganil, o apoio aos agricutores, nomeadamente através da formação disponibilizada ao longo do ano, tem sido igualmente uma das apostas “ganhas” do conselho de administração, que além da vasta gama de produtos e materiais para a agricultura e pecuária, assume a formação dos pequenos agricultores como um dos seus pontos fortes.
No último ano, foram várias as ações de formação ministradas quer nas próprias instalações, quer descentralizadas, que capacitaram muitos agricultores não só do concelho, como dos concelhos limitrofes, que procuram “enriquecer o seu conhecimento” em áreas como o manuseamento de fitofarmácos, agricultura biológica, tratores, contando com a adesão de velhos e novos formandos.
“Têm vindo pessoas de todas as idades, mais jovens, mas também pessoas já com uma certa idade e que gostam de aprender, isso é interessante”, observa Gustavo Soares, engenheiro técnico florestal da Cooperativa, que faz um balanço positivo desta vertente da instituição, talvez ainda menos conhecida, mas não menos importante para a promoção da pequena agricultura familiar na região e para a própria conservação da paisagem de que agora tanto se fala.
”Somos a única Cooperativa aqui à volta a ter este volume de formação”, garante o engenheiro que, desde 2018, já contabiliza cerca de 70 acções de formação, num total de 1086 formandos.













