A incubadora BLC3 de Oliveira do Hospital, acaba de ser distinguida com o prémio Top University Business Incubator, atribuído, este ano, pela UBI Global e pela I3P – Incubadora de Empresas Inovadoras do Politécnico de Turim, em Itália.
O prémio foi entregue durante uma conferência internacional, que teve lugar nos passados dias 27 e 28 de outubro, naquela cidade italiana, e trata-se da única incubadora portuguesa a aceder, até agora, ao topo deste ranking, ao conquistar o nono lugar entre as dez melhores incubadoras de empresas associadas ao meio universitário da Europa.
Das 117 incubadoras europeias em competição, a Incubadora BLC3 destacou-se positivamente pelo impacto que teve no “ecossistema” empresarial da região Centro, pela capacidade de gerar competências empreendedoras, pela captação de talentos e pela qualidade dos serviços que oferece às startup instaladas no Centro de Incubação de Ideias e Empresas de Oliveira do Hospital. Em atividade desde setembro de 2012, a Incubadora BLC3 tem como matriz a aposta na inovação e na criação de empresas de base tecnológica, apoiada por uma rede privilegiada de ligações ao meio universitário e, em particular, à Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, Universidade da Beira Interior, Universidade Nova de Lisboa e Universidade Católica Portuguesa.
Uma distinção, que embora não sendo inédita, deixa visivelmente orgulhoso o presidente do conselho de administração, João Nunes, que considera este prémio “mais um reconhecimento importante do trabalho da BLC3 a nível internacional”. “É o reconhecimento do modelo de desenvolvimento, de fixação de empresas e de massa critica que temos perseguido num território particularmente difícil como é o interior”, garante o investigador, lembrando que a BLC3 concorreu na mesma categoria com várias incubadoras a nível nacional e localizadas junto aos grandes centros de conhecimento, tendo-se destacado, todavia, das demais, pela sua “capacidade de captar talentos”. “Foi uma surpresa muito grande”, garante o presidente da BLC3, lamentando que alguns políticos “ainda não tenham percebido” o quanto “a inovação e a tecnologia são importantes para o desenvolvimento dos seus territórios”.
João Nunes lembra que a Câmara de Oliveira do Hospital até tem dado um bom exemplo, com o apoio financeiro que disponibiliza à incubadora. Mesmo assim “nós competimos com incubadoras com o triplo, ou o quádruplo do orçamento da nossa”, garante. “Para ter uma noção, o orçamento da BLC ronda os 300 mil euros, o Município atribui um subsídio anual para apoio à atividade da incubadora de 108 mil euros, e nós concorremos com incubadoras com orçamentos de um e dois milhões de euros”, refere João Nunes, para quem este reconhecimento, entre outros já obtidos a nível nacional e até internacional, demonstra “bem” que “há resultados e que se justifica a existência desta incubadora neste território”. Contrariamente aos críticos que apontam falta de resultados “práticos” à BLC3 face ao investimento do Município, o responsável pela incubadora garante que este é um projeto que “justifica perfeitamente o dinheiro que é aqui aplicado”, pois “neste momento são 18 os projetos e empresas incubadas pela BLC3 no Centro de Oliveira do Hospital, a desenvolver projetos nas mais diferentes áreas, projetos esses que já conseguiram criar 42 postos de trabalho qualificados”. Portanto, conclui “os resultados são visíveis”, diz, lembrando que a maior parte das incubadoras que existe no país “está morta” ou não está apoiada nas redes de conhecimento como a BLC3.
A principal missão da Incubadora BLC3 é apoiar a criação e desenvolvimento de projetos empresariais que apostem na valorização do território, inovação, diferenciação e criatividade para gerarem emprego qualificado e de valor acrescentado para a região Centro, diz João Nunes, fazendo notar que a incubadora de Oliveira do Hospital apostou primeiro na ligação ao meio universitário e só agora pensa em mudar de instalações, para um edifício projetado para o efeito no antigo Centro de Negócios de Lagares da Beira. adquirido pela Câmara Municipal, entretanto adquirido pela Câmara Municipal.













