O presidente da Junta de Freguesia de Avô, José Carlos Ferreira, já veio repudiar publicamente as afirmações do Vice Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital e anunciado candidato do PS à presidência da autarquia, a propósito da polémica perda do galardão bandeira azul pela praia fluvial do Picoto.
Numa declaração aos jornalistas, e tendo também como cenário a praia fluvial, o autarca, eleito pelo PSD, acusa a Câmara Municipal e o vereador responsável pelo pelouro do turismo, José Francisco Rolo de “tentar procurar um bode expiatório” em vez de “procurar soluções” para o problema da desqualificação da praia do Picoto, elegendo “como alvo o seu adversário político na freguesia de Avô”.
“Não posso deixar de denunciar o aproveitamento político desta situação a que não é estranho o momento pré eleitoral em que nos encontramos, tanto mais que as razões da retirada do galardão resultam da má qualidade da água detetada no âmbito das análises efetuadas, que como se sabe não são da responsabilidade da Junta de Freguesia, mas da Câmara Municipal”, contra atacou o presidente da Junta que, nas vésperas, tinha sido acusado pelo Vice Presidente da Câmara de “levantar espantalhos, a poucos meses do inicio da época balnear, prejudicando a oferta turística de Avô e das praias fluviais do Alva”.
Com o objetivo de “repor a verdade na sua essência”, o autarca lembrou que apenas disse “esperar que a Câmara Municipal tome as medidas necessárias para que no próximo ano a praia volte a ter a bandeira azul naquela que já foi considerada a praia mais acessível do país”. “Foi o que fiz, sem nunca ter feito qualquer referência à qualidade da água, e sem pretender atingir quem quer que fosse”, referiu, lamentando que “o debate político para as próximas autárquicas se inicie com este nível, quando os partidos políticos têm responsabilidades acrescidas no combate aos extremismos e à intolerância democrática”.
“A verdade é que em vez de enveredar por um passa culpas sem fundamento, o que se impunha ao responsável municipal era que cuidasse de identificar a proveniência e as razões para os parâmetros que impediram a qualificação da água balnear como excelente”, apontou ainda o autarca da freguesia, dizendo-se entre “os primeiros interessados” em valorizar aquele espaço “maravilhoso e único” e em “afirmar as suas potencialidades turísticas”, o que “sempre fizemos, apesar da escassez de meios para o fazermos”.
O presidente da Junta entende, por isso, que as afirmações de Francisco Rolo que o acusou de estar prejudicar objetivamente o turismo de Avô ao ter levantado agora esta questão, “são uma infâmia que não podemos permitir” e “o senhor presidente Vice Presidente deve-nos esse pedido de desculpas”. Estranha ainda ter tido conhecimento da perda da bandeira azul, apenas por uma técnica do setor das águas, e não pelo executivo da Câmara Municipal que tinha conhecimento desta situação desde 12 de janeiro
“Eu recebi a informação no dia 19 de abril e transmiti ao meu executivo dia 26 de abril”, e “eu nunca disse que não íamos ter época balnear, que não íamos ter condições de acesso às pessoas, nunca disse isso, isso é rigorosamente mentira”, defendeu-se o presidente da Junta, deixando a garantia de tudo fazer para a praia fluvial funcionar normalmente.













