Autarca admite tomar “posições mais radicais” caso não seja reforçado quadro do Centro de Saúde.
O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital tem agendado para a próxima terça feira uma audiência com o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro com o objetivo de encontrar uma solução para aquele que vem sendo um problema “crónico” do concelho: a falta de médicos para assegurar a assistência aos utentes do Centro de Saúde, nomeadamente no serviço de urgências, onde a situação tem estado cada vez mais caótica devido à saída de alguns clínicos sem que sejam substituídos.
José Carlos Alexandrino garante ter algumas propostas para apresentar à tutela de como resolver o problema da saúde no concelho, e admite mesmo poder vir a tomar “posições mais radicais” caso a situação de Oliveira do Hospital não seja tratada com caráter de “urgência”. “Temos a expetativa de que possa haver alguma luz verde porque este é um problema que tem de ser resolvido imediatamente” e se “ nós tomarmos posições mais radicais é porque nos obrigam” afirmou ontem o edil, na primeira reunião pública do ano do executivo camarário. Alexandrino lembra que apesar do Município não se querer substituir ao Estado, o executivo que lidera tem algumas propostas concretas a apresentar à tutela, mostrando-se disponível a ser uma parte da solução, nomeadamente ao nível do apoio à contratação e fixação de novos médicos no concelho. “ Levo algumas propostas para a reunião de terça feira, até porque o concelho dentro de pouco tempo ficará com mais de 50% da sua população sem médico de família, e isto é bastante dramático”, sustentou o autarca oliveirense que nas últimas semanas tem feito algumas visitas a este serviço, constatando que “tem sido com algumas dores de cabeça que este ainda se mantém em funcionamento 24 sobre 24 horas”.
Também o vice presidente da Câmara, José Francisco Rolo, fez notar a realidade dramática que se vive no concelho em termos de assistência médica às populações, lembrando que, pela primeira vez, desde que foi criado o Sistema Nacional de Saúde, há várias extensões de saúde nas freguesias sem médico, o que leva a que os utentes se acumulem na sala de espera do SAP do Centro de Saúde. “A dimensão do drama é esta: não há assistência médica nas freguesias, temos falta de médicos no Centro de Saúde e isto está a provocar o colapso deste serviço”, referiu o vereador, reforçando a ameaça que paira sobre mais de 50% da população oliveirense que “fica em risco de não ter assistência médica”, sendo que muitas pessoas também “não têm dinheiro para pagar consultas no privado”. (leia mais na edição impressa)













