Foi em ambiente de despedida, mas também de balanço que decorreu, no passado dia 30, aquela que foi a última reunião da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital do atual mandato.
Com vários eleitos de saída, a começar pelos dois vereadores do executivo, Graça Brito que durante os últimos 16 anos teve sob a sua alçada os pelouros da Educação e Cultura e do vereador Nuno Ribeiro que, nos últimos 12, liderou as pastas do Desporto e Juventude, foi para eles que foram dirigidos os mais rasgados elogios e palavras de reconhecimento.
Líder da bancada socialista, Raul Costa, destacou, desde logo, a dedicação dos dois autarcas. “Deram um contributo importantíssimo na vereação. São merecedores dos nosso respeito enquanto oliveirenses”, sublinhou, agradecendo de uma forma em geral o contributo de todos os eleitos. Carlos Inácio, também do PS, louvou “a entrega” dos dois vereadores e “o muito que fizeram pelo concelho”
Entre as intervenções mais sentidas destaca-se a do presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo que agradeceu sobretudo a “honestidade, o empenho, a alegria e o entusiasmo” com que os dois companheiros de executivo desempenharam as suas funções, destacando ainda “ dedicação e o trabalho incansável e imparável” dos dois vereadores que, foi consensual entre os eleitos do PS, deixam uma marca indelével no concelho.
Ausente da última reunião do mandato, mas de saída da presidência da União de Freguesias (UF) de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira, Bruno Amado, eleito pela Coligação PSD/CDS-PP fez questão de se despedir, por carta, numa comunicação onde não escondeu a “emoção” e os elogios ao presidente da Câmara Municipal, que considerou um autarca com uma postura “exemplar”.
Foi ainda com “saudosismo”, mas com “sentimento de dever cumprido” que o presidente da Junta de Freguesia de Lourosa, José Carlos Marques, também se despediu da Assembleia Municipal, tal como o autarca de Aldeia das Dez, Carlos Castanheira, que confessou sair “realizado” depois de ter ocupado este cargo.
De saída da União de Freguesias de Penalva de Alva e S. Sebastião da Feira, mas com a garantia de que vai continuar a “andar por aí”, Rui Coelho sublinhou o “muito trabalho” que foi feito pelo Vale do Alva, e que está certo, vai continuar a ser feito não só no Vale do Alva, mas em todo o concelho.
Numa tarde marcada pelas despedidas, Olga Bandeira fez também a sua última intervenção enquanto presidente da Junta de Lagares da Beira, para agradecer “a disponibilidade de todos na resolução dos problemas da freguesia”.
A sublinhar as diferenças em relação a “outros tempos de má memória”, um dos autarcas do PS com mais anos de vida autárquica, o presidente da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, Carlos Maia, disse ainda esperar que a Câmara se mantenha de “porta aberta” no futuro e alertou para os “ressabiados da política e os arautos da desgraça que andam por aí, mas de que os oliveirenses já não se lembram”.
A despedir -se do atual mandato, mas na expetativa de “continuar por cá”, o autarca de Avô, Manuel Pimentel de Sousa aproveitou a última reunião da Assembleia Municipal para chamar a atenção de uma obra que o “preocupa bastante”- o acesso à Quinta dos Anjos, apelando ao futuro executivo da Câmara Municipal que “agarre neste projeto”, porque “aquilo é uma bomba relógio” e “quando partir vai ser terrível”. Com a freguesia novamente devastada pelos incêndios, Pimentel sugeriu até que as as freguesias mais distantes da sede de concelho, “onde demora a chegar um carro de bombeiros”, possam futuramente ser dotadas de uma viatura de primeira intervenção, entendendo o autarca que “um veículo desses que pode fazer a diferença de matar um incêndio logo ali à nascença”.
E porque a hora era de balanços, da bancada do PSD veio ainda a avaliação do deputado municipal Rafael Costa que apesar de considerar que nem “tudo foi mau” no atual mandato, o balanço “pende mais para o negativo”. O que foi feito “sabe a poucochinho, e dizemos isto sem qualquer tipo de demagogias senhor Presidente”, verificou o eleito da oposição, mostrando “desilusão” com este executivo do PS que, na sua opinião, “mostra sinais de exaustão, falta de dinamismo e inovação”.
Uma intervenção que contrastou com aquela que veio da bancada do PS, com Rui Monteiro a fazer um balanço exaustivo da obra feito pelos executivos socialistas e aos largos milhões de euros investidos no concelho e nos mais diversos vários setores, considerando mesmo que “nos últimos 16 anos, Oliveira do Hospital saiu do Portugal dos Pequeninos e está agora na 1ª Liga”.
O presidente da Câmara Municipal desenganou também o deputado Rafael Costa, garantindo que o seu executivo não mostra qualquer “sinal de exaustão”, mas sim “sinais de trabalho imparável”. “Estamos aqui para o que der e vier”, avisou José Francisco Rolo, que apontou para alguns projetos em curso na área da inovação, que “ o engenheiro Rafael, como oliveirense que é, vai gostar”.













