Proposta de atribuição de subsídio de 60 mil euros para obras de requalificação da ACIBEIRA para instalar incubadora de empresas leva único vereador da oposição no executivo a questionar mais valias desta associação
O presidente do Município oliveirense, José Carlos Alexandrino, diz que está na altura da BLC3 – Plataforma de Desenvolvimento da Região Centro, a funcionar há cinco anos numas instalações cedidas pela Câmara Municipal na Zona Industrial da cidade, “apresentar resultados no terreno”.
Confrontado pelo vereador do PSD, João Brito, na última reunião do executivo camarário, na sequência de uma proposta de atribuição de mais um subsídio para esta incubadora de empresas, no montante de 60.800 euros, destinados a pagamento de obras no complexo da ACIBEIRA, em Lagares da Beira, que está a ser remodelado para albergar a BLC3, o autarca também partilhou da opinião de que é preciso “exigir resultados” a esta entidade que tem dado nota de várias candidaturas a fundos comunitários para o desenvolvimento de projetos inovadores sobretudo na área da agro industria, da floresta e agricultura, mas até ao momento, não concretizou nenhum investimento “palpável” no concelho. “Em cinco anos que a BLC3 existe não vejo nada”, afirmou o vereador, lembrando que esta associação recebe por ano da Câmara Municipal, para despesas de funcionamento, cerca de 100 mil euros.
Apesar de concordar com o autarca da oposição relativamente à ausência “resultados” deste investimento que anda a ser pago com “dinheiros públicos”, Alexandrino já foi forçado a discordar das críticas de João Brito relativamente ao apoio que a autarquia está a dar em termos de recuperação daquelas instalações, abandonadas desde meados dos anos 90. “Se aquilo está como está foi por inércia e incompetência do poder político que estava na altura em Oliveira do Hospital que deixou roubar e destruir tudo naquele espaço”, contra atacou Alexandrino, acusando os sucessivos executivos do PSD de terem deixado deteriorar aquele espaço, tendo sido o atual executivo a resolver o problema com a Caixa de Crédito Agrícola que detinha o direito de superfície do espaço, pagando 150 mil euros para reaver a posse do antigo Centro de Negócios. “Alguns com responsabilidades no passado podiam tê-lo feito, e não fizeram nada”, por isso, acrescentou “se não fizermos mais nada que não seja recuperar as instalações para pôr lá 3 ou 4 empresas já fizemos mais que se fez no passado, agora também concordo que devemos exigir resultados à BLC3”, afirmou o edil, acabando por adiar a votação da proposta de atribuição do subsídio para as obras das futuras instalações da incubadora de empresas oliveirense, uma vez que estaria um valor estipulado mensalmente até ao final do ano que não correspondia ao montante dos 60.800 euros.
João Brito acabou por dizer que não votaria contra o subsídio, uma vez que se destinava a obras, tendo deixado claro que votaria contra se se tratasse de mais subsídios para despesas de funcionamento.












