Através de “inovação tecnológica” é possível reduzir custos energéticos na “produção de queijos tradicionais”. Este era o mote do workshop realizado no passado dia 8 de maio na Casa da Cultura César Oliveira que contou com a apresentação do CASEUS.
Promovido pelo Instituto Politécnico de Beja, o projeto prova que com pequenas alterações a nível energétivo é possível reduzir os custos na produção e cura de queijos. O teste foi feito com o Queijo Serpa, tal como explicou na ocasião a oliveirense Rita Inácio. Também professora no Politécnico de Beja, Rita avançou que o objetivo do projeto foi “encontrar fontes de energia renovável” e consequentemente reduzir custos. Segundo adiantou, no teste piloto, inicialmente foram “instalados sensores no interior de câmaras de cura para perceber o gasto energético”. Depois, através de uma “caldeira com pellets ou caroços de azeitona”, de “painéis solares para se conseguir água quente” e da “utilização de PCM para controlo da temperatura da câmara de cura” foi possível “receber 94,2% de energia renovável” e apenas foi necessário “buscar energia à rede em 6%”, como explicou a docente.
Na sessão de abertura, o anfitrião José Francisco Rolo mostrou-se satisfeito pelo facto deste workshop ajudar a entender e a “melhorar os métodos de produção e reduzir os custos associados”. “É importante trazer saber científico para esta atividade ancestral”, disse, defendendo que “o setor dos queijos e dos produtos locais é onde o Município dedica atenção e tem investido”. O presidente da autarquia referia-se, por exemplo, à realização da Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital, “um palco para a promoção dos produtores” e o protocolo estabelecido com a ANCOSE para “apoio sanitário nas produções”.
O fórum debateu ainda temas como a “inteligência artificial na produção artesanal”, “o uso de imagem digital na avaliação da coagulação” e a “aplicação da mecânica dos fluidos computacional em queijarias”.
Além das intervenções de representantes do sector académico e tecnológico, houve também um momento de intervenção dedicado ao Provere Queijos Centro de Portugal, consórcio que a autarquia oliveirense integra.
O encontro culminou com uma mesa redonda sobre os problemas do setor dos queijos e a aplicabilidade dos avanços científico-tecnológicos.
