Vereador da oposição critica falta de comunicação sobre atribuição do nome José Carlos Alexandrino ao novo auditório da Casa da Cultura

O vereador da oposição na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Rui Fernandes, criticou, em sede de reunião de câmara, o executivo municipal, liderado por José Francisco Rolo, pela ausência de comunicação quanto à atribuição do nome de José Carlos Alexandrino ao novo auditório da Casa da Cultura, informação que, na sua opinião, deveria ter sido partilhada com a oposição à semelhança dos nomes dos homenageados no dia 7 de outubro.

Na sua intervenção, na reunião camarária no período antes da ordem do dia, Rui Fernandes afirmou que a inauguração da Casa da Cultura representa um ‘’misto de emoções’’, dado que ‘’a infraestrutura apesar de requalificada demorou sete anos a concluir’’, afetando “o funcionamento do comércio na rua do equipamento cultural’’. O vereador eleito pela Coligação PSD/CDS-PP questionou também o presidente da Câmara Municipal relativamente ao ‘’avultado’’ montante gasto no concerto de António Zambujo para um ‘’auditório que tem apenas 300 lugares’’.

Em resposta, José Francisco Rolo considerou ‘’a atribuição do nome de José Carlos Alexandrino ao auditório da Casa da Cultura de elementar justiça, pois foi quem lançou a obra’’, justificando ainda a escolha de António Zambujo para o concerto de estreia por “ser um nome consagrado da música portuguesa’’.

Na reunião de Câmara esteve também presente um morador da freguesia de Seixo da Beira que chamou à atenção para o mau funcionamento das bocas de incêndio nas aldeias, indicando que ‘’as existentes não têm condições e algumas localidades nem sequer as têm’’, bem como ‘’a falta de pessoal para a limpeza das valetas e sarjetas e de operacionais para combater as pragas de vespas asiáticas’’. Nesta questão, o morador entende que ‘’deve ser dada formação à população para o manuseamento das bocas de incêndio e devem ser colocadas nas aldeias mangueiras próprias para o combate aos fogos’’. José Francisco Rolo indicou que ‘’está em curso a georreferenciação e avaliação das bocas de incêndios e de outros equipamentos existentes nas várias localidades, por parte dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital e de Lagares da Beira’’.

Entretanto, o Município está a inventariar os prejuízos dos incêndios de setembro no concelho, integrando, a par de mais 68 municípios, a lista de municípios afetados pelos incêndios.

Sofia Alexandra Gomes, jornalista estagiária

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