Carlos Silva deslocou-se ontem ao concelho onde contatou com empresário das confeções e instituição de solidariedade social
O secretário geral da UGT, Carlos Silva, esteve, ontem, no concelho de Oliveira do Hospital, onde visitou uma empresa de “sucesso” no ramo das confeções e uma instituição de solidariedade social na localidade de Alvoco das Várzeas.
O dirigente sindical escolheu este concelho do alto distrito de Coimbra para contatar com a realidade local, e “enaltecer” o caso concreto da Azuribérica, que num contexto em que se assistiu ao encerramento de muitas empresas deste setor, conseguiu recuperar postos de trabalho, empregando atualmente 200 trabalhadores. “Viemos fazer uma visita a uma empresa que é um caso de sucesso e uma aposta empresarial numa determinada região”, afirmou o dirigente sindical, ao mesmo tempo que reconhecia o empenho do executivo camarário, que juntamente com os sindicatos e o empresário, se envolveram no processo de recuperação desta empresa, depois da anterior administração ter pedido a sua insolvência em 2010. “O fato de ter capacidade de ter nesta empresa 200 trabalhadores, para além das que tem distribuídas por outras empresas, é para nós motivo de satisfação, oxalá isso pudesse ser replicado por outras localidades do país”, referiu ainda o sindicalista, enaltecendo o exemplo da Azuribérica, que com o seu investimento em Oliveira do Hospital terá conseguido atrair mais investimento para o concelho.
O Secretário Geral da UGT destacou igualmente as condições de trabalho que veio encontrar nesta empresa, que contrariamente ao que acontecia no passado, vão de encontro aquilo são as novas exigências de mercado, sendo uma empresa que sendo regularmente visitada por um outro sindicato, afeto a outra central sindical, “é uma empresa que está de porta aberta, como hoje esteve para todos nós com esta visita”.
Lembrando que a sua preocupação quando tomou posse como Secretário Geral da UGT, em 2013, foi desde logo fomentar a proximidade com as empresas e os trabalhadores, Carlos Silva deixou claro que o movimento sindical não deve ser visto como um “adversário”, mas sim um “parceiro” para resolver os problemas dos trabalhadores, mas também para resolver o problema das empresas, na medida em que “estas precisam de estabilidade e de paz social” para laborar. “ Se existir um clima favorável ao diálogo, sem agitação é bom para todas as partes, é bom para o país”, afirmou o dirigente daquela central sindical, em jeito de resposta ao repto lançado pelo Presidente da República, que convidou os sindicatos a virem ao interior do país para conhecerem a realidade do emprego e porem de lado a “linguagem mais crispada”.
Com mais de 700 trabalhadores espalhados por várias fábricas de confeções de vestuário na região e uma unidade em Cabo Verde, a administração da Azuribérica, liderada por Francisco Batista, considerou o momento que o setor atravessa de alguma estabilidade e até propício ao crescimento, não tendo dúvidas que hoje em dia, Portugal já é reconhecido a nível mundial como uma “marca de qualidade”. “Portugal está na moda e devemos aproveitar este momento para fazer crescer o setor”, afirmou o conhecido empresário, acreditando no futuro das confeções em Portugal, que é cada vez mais procurado por marcas de prestígio internacionais, pela qualidade que oferece ao cliente.
