Rui Ventura assume liderança da Turismo Centro de Portugal

“Continuarei a ser sempre uma voz que jamais se calará quando estiver em causa o Centro de Portugal”, disse o novo presidente

Fotografia: Turismo Centro de Portugal

Rui Ventura tomou posse como presidente da Comissão Executiva da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP), esta terça-feira (15), numa cerimónia que teve lugar no auditório do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro e que reuniu dezenas de personalidades do setor público e privado.

Eleito em Assembleia Geral Extraordinária Eleitoral, realizada no passado dia 27 de março, Rui Ventura sucede a Raul Almeida, cujo falecimento, em dezembro de 2024, deixou o cargo vago. Os restantes órgãos sociais da TCP, eleitos em julho de 2023, mantêm-se inalterados.

Os trabalhos foram conduzidos por José Francisco Rolo, presidente da Assembleia Geral da TCP. “Estamos certos de que o trabalho a executar vai ser de colaboração e de parceria. Desejamos bom trabalho e votos de sucesso”, referiu José Francisco Rolo.

“A Turismo Centro de Portugal é um desafio”

No discurso de tomada de posse, Rui Ventura começou por reafirmar o seu compromisso com a missão da entidade: “A Turismo Centro de Portugal é um desafio ao qual me vou dedicar de corpo e alma. Acredito no potencial do turismo nesta região e asseguro-vos que honrarei o compromisso assumido nesta campanha eleitoral. Como sempre fiz, irei, com os restantes órgãos e a equipa da comissão executiva, ouvir e ponderar as posições dos diversos players do território”, disse.

Apelando à união em torno de um projeto coletivo, acrescentou que “agora é o momento de agarrar as oportunidades, de atrair e agregar todos aqueles que se reveem na diversidade turística única do Centro de Portugal”. “Este é um território ímpar, de mulheres e homens de uma estirpe notável, o que nos faz acreditar no futuro da região. Vamos continuar a construir juntos um território único e desejável, para que possa crescer ainda mais”, afirmou.

O novo presidente valorizou ainda o papel das pessoas e das comunidades locais: “Não há turismo sem pessoas, sem empresários, sem o cuidado de cada autarca em preservar o melhor de cada concelho. Desde o mais pequeno agricultor ao maior empresário da região, todos contam. A nossa região é um raro caso de resiliência em Portugal. É feita de gente autêntica, generosa e dedicada”, sublinhou.

Entre as prioridades traçadas para o seu mandato, Rui Ventura destacou a necessidade de uma maior articulação institucional. “Acredito que o Centro de Portugal tem condições únicas para ser uma alavanca de desenvolvimento nacional. Devemos falar a uma só voz. Somos um só território, com um único interesse comum”, referiu

Na presença do Secretário de Estado do Turismo, Rui Ventura lançou um apelo à revisão do enquadramento legal que regula as entidades regionais de turismo. “Precisamos de trabalhar na reforma da Lei n.º 33. Os estudos demonstram que é possível avançar para uma maior autonomia administrativa e financeira, sem comprometer o alinhamento com a tutela do Turismo de Portugal. Todas as regiões já provaram que são capazes de manter esse equilíbrio”, assinalou.

Rui Ventura elencou ainda outras prioridades para o seu mandato: uma maior articulação entre a Turismo Centro de Portugal (responsável pela promoção interna do território) e a Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal (responsável pela promoção externa); a criação de um hotel-escola na região; a melhoria dos conteúdos e da experiência turística no destino; o estímulo à dinâmica territorial, através de eventos com impacto nacional e internacional; a aposta na digitalização e na sustentabilidade; a implementação de novos modelos de comercialização, distribuição, monitorização e auditoria do destino; o reforço da participação de parceiros públicos e privados nas decisões estratégicas; e o aprofundamento das relações com as regiões vizinhas de Castela, Leão, Extremadura e a Comunidade de Madrid, entre outras.

“Continuarei a ser sempre uma voz que jamais se calará quando estiver em causa o Centro de Portugal”, concluiu.

 

 

 

 

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