Município de Oliveira do Hospital apresentou “contas” referentes à redução da fatura da iluminação pública em 2014.
O Município de Oliveira do Hospital chegou ao fim de 2014 com uma poupança na fatura da iluminação pública na ordem dos 92 mil euros.
Os números, divulgados recentemente pelo presidente da Câmara Municipal, são, nada mais, nada menos, que o resultado das medidas implementadas já em 2013, por uma equipa contratada para o efeito no âmbito da ADESA – Associação de Desenvolvimento Regional da Serra do Açor, com o objetivo de reduzir o peso da fatura energética no orçamento municipal.
O programa de eficiência energética do Município arrancou em 2103, produzindo os primeiros “ganhos” nesse ano, com uma redução da fatura no valor de 28 mil euros. Uma tarefa conseguida essencialmente “à custa” da desligação de luminárias em todas as freguesias do concelho, bem como com a atuação ao nível dos edifícios e espaços públicos com maiores consumos energéticos. José Carlos Alexandrino deu como exemplo, a rotunda junto ao hospital, cujo “corte” dos jatos, produziu uma poupança de seis mil euros só em 2014, ou seja, de 16 mil euros de energia, estes repuxos apresentaram um consumo energético de 10 mil euros, pelo que foi decidido que só funcionariam em datas festivas.
Com estes medidas, o Município conseguiu baixar a fatura da iluminação pública, que representava uma “conta” de 640 mil euros anuais, em mais de 92 mil euros em 2014, o que a somar à poupança registada já em 2013, significa menos 120 mil euros de despesa com “luz”. “Houve uma política de iluminação pública no passado que ganhava eleições, uma política de colocar bip´s onde não passava ninguém, e nós tivemos a coragem de desligar um conjunto de candeeiros de iluminação pública, porque achamos que não devemos andar aqui a alumiar pinheiros”, justificou o presidente José Carlos Alexandrino, para quem o atual executivo está a fazer “exatamente o contrário” dos seus antecessores do PSD, que “acederam lâmpadas onde não passava ninguém ou onde passava alguém uma vez por semana” só para “ganharem o voto”.
“Nós estamos a fazer totalmente o contrário, talvez perdamos votos por desligar um conjunto de bip’s no concelho”, afirmou o edil, lembrando que apesar de ter sido um trabalho difícil, contou com a colaboração dos presidentes das juntas de freguesia, que acabaram por perceber o contributo desta redução da fatura energética para o equilíbrio financeiro da autarquia. “Nós tínhamos estradas, caminhos rurais onde não passa ninguém e onde tínhamos iluminação pública e isto não faz sentido”, considera o edil, aproveitando para adiantar que o Município apresentou também uma candidatura ao próximo quadro comunitário com vista a substituir as atuais luminárias por luminárias LED, uma vez que o que “seria desejável era chegarmos a pagar 250 mil euros de iluminação pública”. Apesar das poupanças obtidas em 2013 e 2014 o autarca considera que “há aqui ainda um grande trabalho para fazer”, pelo que “manterá as equipas” que estão a trabalhar na eficiência energética. “Mais interessante é que esta equipa irá trabalhar também noutros concelhos que integram a ADESA, porque há outros concelhos que estão interessados em replicar esta nossa experiência”.
