A Organização Concelhia de Oliveira do Hospital do Partido Comunista Português (PCP) realizou recentemente, em Meruge, a sua Assembleia da Organização, um encontro que reuniu militantes locais e da Juventude Comunista Portuguesa (JCP) para analisar a realidade política e social.
Em comunicado, os comunistas alertaram que “vive-se todo um contexto muito preocupante”, sinalizando o aumento do custo de vida e as limitações nos serviços públicos como problemas centrais. Com o objetivo de reforçar a estrutura local e a intervenção política, a Assembleia elegeu a nova Comissão Concelhia, que passa a integrar António Martinho, Fernando Soares, Filomena Pires, João Abreu, João Dinis, Luís Almeida, Olinda Nunes e Vitor Matos.
No que diz respeito à estratégia para o concelho, o partido assumiu o compromisso de concretizar a resolução “Um PCP mais Forte. É preciso! É possível”, procurando intensificar a proximidade com a população para “fazer corresponder acções e iniciativas do Partido a cada problema identificado no concelho” e “dinamizar linhas de participação popular” em áreas como o ambiente e os direitos laborais. A par da organização interna, foram também designados os delegados que representarão Oliveira do Hospital na Assembleia da Organização Regional de Coimbra, agendada para o próximo dia 16 de maio, onde serão definidas as linhas de ação política para todo o distrito.
No plano reivindicativo, o PCP dirigiu duras críticas à gestão dos prejuízos causados pelas intempéries de 2026. Os comunistas exigem que “as ajudas prometidas pelo governo cheguem rapidamente às pessoas afetadas, que sejam desburocratizadas e suficientes”, apelando ainda a uma intervenção mais justa da Câmara Municipal. Segundo o partido, é imperativo que a autarquia corrija as “injustiças na distribuição dos apoios entre freguesias”, agindo com a necessária “coerência e equidade nas decisões” para que todos os munícipes afetados sejam devidamente ressarcidos.
A finalizar a análise política, o PCP defendeu que “os problemas do país advêm do não cumprimento da Constituição” e apelou à mobilização social para as comemorações do 25 de Abril e para as jornadas do 1.º de Maio. Para os comunistas, a participação popular é essencial para alcançar a “derrota do ‘Pacote Laboral’ deste Governo” e para garantir o reforço do Serviço Nacional de Saúde, da educação e do direito à habitação, pilares que consideram estar sob ataque no atual contexto nacional.
