Pais ameaçam com encerramento da escola se amianto não for substituído

Encarregados de educação e alunos do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital protestaram pela retirada de placas de fibrocimento do recinto escolar.

Pais e alunos da sede do Agrupamento de escolas de Oliveira do Hospital manifestaram-se, ontem, à hora de abertura das aulas contra o “perigo” que permanece no recinto escolar, provocado pela existência, em boa parte dos pavilhões e passadiços, de coberturas em fibrocimento, material que contêm amianto, uma substância nociva para a saúde.

Munidos de máscaras de proteção e  folhetos informativos, os pais e alunos deixaram mesmo no ar a possibilidade de avançarem com ações de luta mais drásticas, nomeadamente o encerramento da escola, caso não obtenham respostas para o problema até ao final do segundo período de aulas, que hoje se iniciou.

“Temos tido várias intervenções junto da DGES e a única resposta que nos deram em maio é que assim que houvesse dotação orçamental resolveriam o problema”, lembra a presidente da Associação de Pais, Ana Álvaro, que lamenta até ao momento a tutela não ter procedido à substituição das placas de fibrocimento que ainda existem nesta escola, apesar destas se encontrarem em avançado estado de degradação. “Isto não pode ser, os passadiços estão completamente deteriorados, é uma área escolar bastante grande, apesar de metade das placas já terem sido retiradas, a outra metade continua a estar cá, completamente partidas e degradadas” alerta aquela responsável, que pretendeu com o protesto de ontem sensibilizar e informar também os alunos para não mexerem no amianto. “É frequente as crianças, sobretudo as do 1º ciclo, que são pequenas, baterem com os guarda-chuvas nos passadiços e como as placas estão bastante deterioradas, cada vez que tocam lá aquilo liberta partículas de amianto, que são perigosas para eles”, referiu a representante dos pais, ameaçando com novas ações de luta, se o Ministério da Educação continua a adiar a sua substituição.

Também o representante dos alunos, Sebastião Barbosa, se manifestou preocupado com a existência deste material no recinto da escola e lamenta, que tal como a Associação de Pais, os estudantes também não tenham obtido qualquer resposta da tutela para o problema, apesar de “termos tentado essa aproximação”. Um protesto que contou com a solidariedade do Município e da própria direção da escola, que considera a questão ” uma prioridade que o novo ministro deve dar”. O diretor do Agrupamento, Carlos Carvalheira, lembra, de resto, que esta é uma necessidade para a qual têm vindo a alertar,  uma vez que está em causa mais de metade da área da escola. Há três anos atrás foram retiradas as placas de fibrocimento numa área de 750 metros quadrados, pelo que falta retirar as coberturas no restante espaço. “Compreendemos que as exigências financeiras para a retirada das placas são bastante elevadas”, afirmou, todavia, o diretor, que pediu serenidade e “algum equilíbrio” nas ações que venham a ser tomadas”.

Igualmente solidária com pais e alunos esteve a autarquia, que se juntou ao protesto de ontem para pressionar também a tutela a resolver um problema que considera da maior “urgência”. A vereadora Graça Silva lembra que se trata de zonas,  como os passadiços, que são diariamente frequentados por cerca de dois mil alunos, “onde estes podem tocar e tomar contato com as partículas de amianto, nocivas para a saúde”.

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