Município aproveitou o dia de feira na cidade para apresentar contingente para próxima época.
A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aproveitou ontem ser dia de feira na cidade para apresentar publicamente o dispositivo de combate a incêndios florestais disponível para a época que se avizinha.
Com mais meios humanos no terreno que em 2014, sobretudo no que diz respeito a equipas de primeira intervenção, o presidente do Município oliveirense, José Carlos Alexandrino, afirmou-se moderadamente “descansado” relativamente à próxima época de incêndios florestais, já que “os meios aliados ao conhecimento profundo que os nossos operacionais têm do terreno” fazem com que possa “dormir descansado”, afirmou, numa sessão que decorreu logo pela manhã, no largo da feira, e que contou com todos os agentes que integram o dispositivo municipal de defesa da floresta contra incêndios.
“O dispositivo este ano foi reforçado, vamos ter mais pessoal no terreno em termos de prevenção, para detetarmos o fogo precocemente, porque a experiência também nos diz que o sucesso do combate aos fogos depende muito de uma boa primeira intervenção”, referiu o edil, depois de um pequeno “teste” à operacionalidade dos meios, naquele que foi um simulacro de incêndio nos terrenos contíguos ao terreiro da feira. “Tenho uma grande confiança nas nossas equipas, só tenho dúvidas é nos altos responsáveis que comandam e que não ouvem quem está no terreno, quando os nossos comandantes deviam ser ouvidos nas decisões”, considerou o autarca, lamentando que ainda o ano passado o comandante dos Bombeiros de Lagares da Beira tenha sido responsabilizado pela população relativamente às proporções atingidas por um incêndio que deflagrou na sua área, quando quem estava a comandar as operações é que provavelmente não tomou as opções mais corretas.
“Vou para o terreno e o que vejo muitas vezes é que eles se sentem impotentes e com falta de capacidade, porque não há meios suficientes para chegar a todo o lado”, adiantou ainda Alexandrino, fazendo notar que a Câmara Municipal – e tendo em conta até o facto de Oliveira liderar a lista de concelhos a nível do distrital com maior número de ignições – tem vindo a pôr em prática algumas medidas com o objetivo de diminuir o número de ocorrências, nomeadamente o apoio técnico na realização de fogueiras e queimas, e ainda a aplicação de coimas para casos de fogo por negligência “pura”. (leia mais na edição impressa)
