José Carlos Alexandrino tem “projeto inovador” para o concelho e já o apresentou ao Governo.
“Oliveira do Hospital poderá ter uma saúde como nunca teve” é com esta ideia genericamente que o presidente do Município, José Carlos Alexandrino descreve o projeto que apresentou, há poucos dias, ao secretário de Estado da Saúde, e que promete ser uma autêntica “revolução” nesta área no concelho.
Inconformado com a manifesta falta de assistência médica no concelho, uma realidade que se tem agravado nos últimos tempos com a aposentação de alguns profissionais do quadro do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, o autarca oliveirense garante ter um projeto que “revoluciona” toda a área da saúde e que este terá sido bem “recebido” pelo secretário de Estado Leal da Costa, que se mostrou “um homem sensível perante as nossas reivindicações” e “disponível” para “encontrarmos soluções”.
“Nós em Oliveira do Hospital temos soluções para resolver estes problemas, mas o secretário de Estado fez também algumas propostas porque considera de justiça esta nossa luta contra a falta de médicos”, adianta Alexandrino, que dentro de três semanas espera receber em Oliveira do Hospital os vários parceiros nesta área, incluindo o secretário de Estado, para uma reunião de trabalho e a seguir anunciar este projeto “extremamente inovador”.
Recusando-se a adiantar pormenores sobre o projeto, Alexandrino adianta apenas que uma das novidades poderá passar pela reabertura de todas as extensões de saúde até aqui desativadas e por uma parceria com a Fundação Aurélio Amaro Diniz, que também anunciou recentemente que vai avançar com a ampliação do hospital, de forma a poder acolher um serviço de urgências. Apesar do envolvimento da FAAD neste projeto, Alexandrino deixa claro que “nunca deixará privatizar a saúde em Oliveira do Hospital”, acreditando mesmo que o concelho terá uma “saúde como nunca teve”, com instalações e médicos em número suficiente para dar resposta às necessidades da população.
Refira-se que a falta de assistência médica nalgumas das maiores freguesias do concelho, como é o caso de Lagares da Beira, levou na semana passada a população desta freguesia a sair à rua em protesto pela saída do médico de família desta extensão de saúde já vai para um ano, deixando cerca de dois mil utentes sem qualquer assistência. Uma situação que se repete em muitas outras freguesias, uma vez que atualmente cerca de 50% da população oliveirense está sem médico de família. Dos 14 médicos que pertenciam ao quadro do Centro de Saúde, apenas seis se encontram ao serviço, assegurando a assistência a cerca de 22 mil utentes. Um “quadro” que, em alturas de “picos”, tem deixado à beira da “rutura” o serviço de Urgências do Centro de Saúde, que só se tem mantido a funcionar 24 sobre 24 horas, graças ao esforço dos seus profissionais. (leia mais na edição impressa)
