Autarquia vai ter de contribuir com 700 mil euros para o fundo de apoio aos municípios em rutura financeira.
O Município de Oliveira do Hospital foi confrontado com uma “prenda” do Governo que é ter de contribuir com 100 mil euros por ano, durante um período de sete anos, para o fundo de resgate aos municípios em dificuldades financeiras.
A “conta” chegou através da DGAL e foi divulgada, esta quinta feira, pelo vice presidente da Câmara, José Francisco Rolo, durante a reunião pública do executivo camarário, onde deu nota do claro desagrado provocado por mais esta “má noticia”. “Há uma manifesta preocupação porque são recursos que são retirados ao Município”, afirmou, pondo em causa a concretização de várias pequenas obras no concelho à “custa” desta “solidariedade” para com as Câmaras que gastaram de mais. “Quantas obras de saneamento, de apoio na área da educação, na área da saúde, de apoio às nossas IPSS’s, às freguesias vão ficar por fazer por causa deste prémio pela boa gestão do nosso Município”, questiona o número dois do executivo camarário oliveirense, considerando que, se por um lado, a autarquia vê mais este “rombo” no orçamento com uma certa “angústia”, por outro, “do ponto de vista político tem aqui a certificação da boa gestão do Município”.
“Há aqui este reconhecimento, para aqueles que andavam tão preocupados com as contas, de que em Oliveira do Hospital se faz uma gestão equilibrada que permite agora ajudar a salvar os municípios que não tiveram uma gestão cuidada”, entende Francisco Rolo, criticando, todavia, a solução encontrada pelo Governo, que “para salvar os bancos socorreu-se do dinheiro da troika” e para as autarquias em agonia financeira recorre ao dinheiro do Orçamento de Estado, reduzindo as receitas das que cumpriram com as suas obrigações. “Isto é a paga por termos tido uma boa gestão”, lamenta o vice presidente, acusando esta política de “errada” e “penalizadora” para os municípios de boas contas, recorrendo “a um novo garrote financeiro para ajudar os problemas de outrem”. “Vem criar dificuldades aos municípios que têm contas equilibradas que conseguem realizar obra e pagar a obra”, uma vez que “vão estar obrigados a comparticipar obras feitas por outros e que não foram pagas”, conclui Rolo, para quem “solidariedade sim”, mas não desta forma. (leia mais na edição impressa)













