Apesar do elevado número de ocorrências em 2104, a área ardida é diminuta.
O concelho de Oliveira do Hospital mantém-se no topo da lista dos concelhos do distrito de Coimbra com maior número de incêndios florestais. Só em 2014 foram registadas 70 ocorrências, o que coloca o concelho oliveirense no segundo lugar do distrito, ultrapassado apenas por Coimbra.
O balanço da última época de incêndios florestais foi apresentado recentemente pela vereadora do pelouro das florestas, Teresa Dias, que considerou, uma vez mais, estes dados preocupantes, tendo em conta que “é um cenário que se repete nos últimos anos”. Apesar do elevado número de ocorrências registadas pelo Município, o “lado bom moeda” é que a área ardida é “extremamente diminuta”, ficando-se, o ano passado, pelos 67 hectares.“Tantas ocorrências e tão pouca área ardida leva-nos a concluir que isto se deve à rápida resposta dos meios de primeira intervenção e combate, e que os meios que existem estão coordenados: há uma rápida primeira intervenção e um combate eficaz”, fez notar a vereadora e engenheira florestal, lembrando que foi no norte do concelho que, o ano transato, se registaram mais ocorrências, sendo que a freguesia do Seixo da Beira foi aquele que registou “a maior área ardida”.
Entre as causas dos incêndios continuam a destacar-se a negligência, (30% das ocorrências), a “mão criminosa” que representa também 30% dos registos, havendo 30% das ocorrências com origem desconhecida. “Nota-se que tem havido uma diminuição das causas que têm a ver com a falta de limpeza e com as fogueiras, o que quer dizer que a sensibilização junto da população tem dado resultados”, constata ainda a vereadora, mostrando-se todavia preocupada com a “intencionalidade” criminosa de uma boa parte dos incêndios, que está relacionada com atos de vandalismo e uma “certa provocação” aos meios de combate.
Também o presidente do Município, José Carlos Alexandrino, sublinhou as “melhorias” nesta área, lembrando que para o número de incêndios registado no concelho, a área ardida foi extremamente diminuta. “Este foi um ano positivo em que as condições climatéricas também foram favoráveis”, referiu o edil, dando nota positiva à coordenação que tem existido a nível do dispositivo de combate a incêndios, que tem evitado que os incêndios ganhem grandes dimensões, como tem acontecido noutros concelhos da região. “Os grandes incêndios que temos tido no concelho têm vindo dos concelhos vizinhos”, recorda o edil, satisfeito com o balanço de 2014, apesar de continuar a estranhar tão elevado número de ocorrências no concelho.
