Em quatro dias, entre quinta-feira da semana passada e domingo foram administradas um total de 1100 vacinas no concelho de Oliveira do Hospital, um número nunca antes registado em tão pouco espaço de tempo.
Entre professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital e da Escola Profissional – Eptoliva, pessoal não docente e colaboradores de diferentes respostas sociais, foram vacinados, com a primeira dose, um total de 536 pessoas, sendo as restantes doses administradas aos utentes de acordo com a faixa etária que se encontra a ser vacinada.
Foi a semana com o maior número de vacinas”, confirmou Mário Carlos, enfermeiro coordenador da vacinação Covid-19 no concelho de Oliveira do Hospital. O profissional de saúde garante que, apesar deste número elevado de vacinas ter sido atingido nestes quatro dias, o Centro de Vacinação de Oliveira do Hospital esteve sempre preparado “em termos humanos” para este ritmo, assim “tivéssemos disponibilidade de entrega de vacinas”, diz.
Com um ritmo mais lento que o esperado, o enfermeiro não esconde que “há muito mais capacidade instalada” que “capacidade de entrega de vacinas”, até agora, embora em termos de ACES do Pinhal Interior “somos o Centro de Saúde que vai mais à frente”, em termos de cumprimento dos objetivos”, assegura. Desde o inicio do processo de vacinação, em meados de fevereiro até ao passado fim de semana, o enfermeiro estima em 4500, o número total de inoculações no concelho oliveirense.
Terminada que está praticamente a faixa dos “maiores de 80 anos”, Mário Carlos adianta que, neste momento, estão a vacinar utentes na faixa dos 75 anos, que apesar de toda a polémica com a vacina da Astrazeneca, estão a ser recetivos, “não havendo praticamente recusas”. “Há muito menos recusas do que aquilo que se diz, são residuais”, refere o enfermeiro coordenador da vacinação Covid-19 em Oliveira do Hospital que, espera poder acelerar o ritmo já a partir de maio, com a vacinação em massa de mais grupos etários.
