É positivo o balanço em torno do cadastro predial que decorreu no concelho de Oliveira do Hospital, no âmbito de uma experiência piloto da responsabilidade da Direção Geral do Território. O trabalho iniciado em março de 2014 resultou no cadastro de 64 por cento do território concelhio a que corresponde uma área de 14 477 hectares, num investimento de 2,9 milhões de euros.
“O balanço é muito positivo face às características do território e ao pouco tempo para executar este projeto. Está dentro das nossas expectativas”, afirmou o Diretor Geral do Território. Rui Alves adiantou que este é um trabalho que irá continuar, ainda que daqui por diante seja a “expensas próprias” para os proprietários que não aderiram ao procedimento na fase inicial. “Iremos continuar par aumentar a área caracterizada”, adiantou, notando que em causa está “um cadastro predial e não fiscal” pelo que “não tem implicações no IMI”.
O resultado alcançado deixa igualmente “satisfeito” o presidente da Câmara Municipal. José Carlos Alexandrino não deixa, porém, de considerar que ainda “há muito trabalho para fazer”, porque “o objetivo é atingir os 90 por cento” de área caracterizada.
Preocupado com os terrenos que “não são de ninguém”, o autarca defende a criação de uma bolsa municipal de terras por forma a possibilitar um melhor “ordenamento do território” até para por travão aos incêndios florestais.
