Oliveira avança com candidatura a Unidade Móvel de Cuidados Paliativos

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em parceria com a Fundação Aurélio Amaro Diniz e Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte acabam de avançar com uma candidatura para a criação de uma Unidade Móvel de Cuidados Paliativos no concelho.

A candidatura, apresentada no âmbito de um programa financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, prevê um investimento de cerca de 175 mil euros, que se destinam à aquisição da viatura, equipamentos e recrutamento de pessoal médico especializado. De acordo com informação avançada pelo vice presidente da autarquia e vereador da ação social, José Francisco Rolo, esta unidade a ser aprovada irá contar com o apoio do Município em três vertentes. Uma delas, tem a ver com a ligação à rede social concelhia, ou seja às IPSS’s, no sentido de fazerem a deteção, triagem e acompanhamento dos potenciais utentes deste serviço.
Por outro lado, a Câmara Municipal compromete-se ainda a afetar alguns recursos humanos para auxiliarem os serviços da Unidade móvel, nomeadamente um técnico em serviço social e um psicólogo, uma vez que irão lidar com utentes em estado terminal, cujo apoio, nesta fase, às famílias, é determinante. José Francisco falou ainda num apoio financeiro ao projeto que deverá contar da parte da autarquia oliveirense com o equivalente a 10% dos custos totais do seu funcionamento anual.
Refira-se que esta é uma velha aspiração de Oliveira do Hospital, sobretudo dos voluntários locais da Liga Portuguesa contra o Cancro que há vários anos defendem a criação de um serviço no hospital da FAAD destinado apenas a cuidados paliativos.

Unidade móvel de saúde parada por falta de dinheiro

Enquanto se aguarda a aprovação de uma unidade de cuidados paliativos, a unidade móvel de saúde inaugurada o ano passado no concelho, continua parada à espera de melhores dias, isto é, de financiamento para poder prestar os cuidados médicos à população. Financiada pela ADIBER, esta viatura tinha como objetivo chegar às populações mais distantes da sede do concelho e que se encontram sem qualquer assistência médica, mas até agora, o Município admite ainda não ter conseguido a respetiva “comparticipação” financeira da ARSCentro, para a pôr a funcionar.
Na última assembleia municipal, o presidente da Junta de S. Gião, uma das freguesias que não tem posto médico, Luciano Correia, questionou o executivo sobre os motivos porque esta unidade ainda não está a funcionar pois “seria muito útil à população”. Uma necessidade reforçada pela intervenção do presidente da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira que chamou à atenção para o facto de atualmente existirem no concelho cerca de 3500 utentes sem médico de família, havendo apenas nove médicos para mais de 23 mil utentes. “A Câmara deverá questionar a ARS sobre quando está prevista a vinda de médicos para Oliveira do Hospital”, afirmou Carlos Maia. Alexandrino garantiu entretanto já ter tentado a comparticipação “tripartida” da unidade móvel, entre Câmara, ARSCentro e FAAD, mas até ao momento “isso ainda não aconteceu”, lamentou, reconhecendo a falta deste serviço sobretudo para as populações mais idosas e mais “periféricas”, uma vez que a “prestação de cuidados de saúde no concelho se têm vindo a degradar” com a falta de médicos de família.

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